Adriano Machado/Reuters
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'Nós vamos arrebentar na venda de aeroportos', diz ministro da Infraestrutura

Segundo Tarcísio de Freitas, todos os 43 aeroportos sob responsabilidade da Infraero serão vendidos, sendo 22 deles em março do ano que vem

Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2020 | 14h34

BRASÍLIA - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, demonstrou nesta segunda-feira, 25, otimismo com os próximos leilões de aeroportos, mesmo diante da pandemia, que afeta bruscamente a aviação civil. “Nós vamos arrebentar na venda de aeroportos”, disse o ministro durante live promovida pelo banco Santander. Para ele, o governo conseguirá transferir à iniciativa privada todos os aeroportos que estão na pauta do ministério.

A pasta pretende leiloar todos os terminais que ainda estão sob responsabilidade da Infraero. Nesta segunda, o ministro citou 43 aeroportos. O número final da 7.ª rodada ainda está sendo fechado, já que há possibilidade de alguns aeroportos pequenos serem assumidos pelos Estados. Já a 6.ª rodada deve contar com 22 aeroportos, com previsão de o leilão ser realizado em março de 2021, disse Freitas nesta segunda.

Para o ministro, o sucesso esperado se deverá à “ousadia” de o ministério manter os leilões e se tornar um “vendedor” de aeroportos quase que “exclusivo” no mundo. O ministro reconheceu que o momento é difícil para aviação, mas destacou que protocolos de segurança estão sendo implantados e que aos poucos o movimento vai ser retomado. Segundo ele, a confiança "não é desarrazoada", mas nasce das conversas com investidores.

Freitas também confirmou que o governo não vai mais exigir do operador aeroportuário a participação no capital social da concessionária para as próximas transferências. Isso, para ele, é outro fator atrativo dos próximos leilões. Em entrevista recente ao Estadão/Broadcast, o secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, afirmou que a mudança estava em estudo.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, em razão da crise, é esperado que os leilões atraiam fundos, como de pensão e de private equity. Nesse cenário, o operador da concessão pode entrar através de uma contratação, sem precisar participar com capital. “Isso já está repercutindo bem no mercado”, disse Freitas.

Além de comentar sobre a 6.ª rodada, o ministro afirmou que os aeroportos previstos para serem leiloados na 7ª rodada são muito atrativos. A última rodada de concessões, prevista para ocorrer até o fim de 2022, tem na carteira aeroportos como os de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP).

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