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Nossa Caixa amplia oferta de crédito

Banco planeja reforçar atuação no agronegócio e em grandes empresas

Gustavo Porto, O Estadao de S.Paulo

15 de agosto de 2009 | 00h00

A carteira de crédito do banco Nossa Caixa deverá registrar uma expansão de 50% neste ano, estimou ontem o presidente da instituição, Demian Fiocca. Para obter o resultado, o banco deverá atuar mais fortemente no segmento de grandes empresas e agronegócios, segundo o executivo. Adquirida em novembro de 2008 pelo Banco do Brasil, a Nossa Caixa encerrou o segundo trimestre com um total de R$ 17,050 bilhões em financiamentos, o que representou crescimento de 61% em relação a junho de 2008. Na comparação com o primeiro semestre deste ano, a alta foi de 22,3%. Fiocca informou que os planos da Nossa Caixa incluem medidas para reforçar a atuação no mercado de capitais. "O segmento responde por boa parte do volume dos grandes bancos", observou. Entre as operações nas quais a instituição pretende ampliar a presença, o presidente mencionou as emissões de debêntures, Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e empréstimos sindicalizados. "Essas operações eram feitas de uma forma bastante modesta na Nossa Caixa", disse o executivo, que participou ontem de uma reunião com empresários de Ribeirão Preto, no interior paulista. Para o agronegócio, o banco prevê ampliar em mais de 70% concessões de crédito na safra 2009/2010 ante a safra anterior. Ou seja, de cerca de R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão. "Vamos operar todas as linhas de crédito agrícola no limite máximo permitido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)", ressaltou. O presidente da Nossa Caixa disse ainda esperar por uma mudança no discurso dos bancos privados em relação à menor oferta de crédito. Para ele, as instituições voltarão a acelerar o ritmo de empréstimos no terceiro trimestre."A expectativa é de que o crédito nos bancos privados volte a crescer, pois as instituições são sólidas e têm capacidade boa de se expandir", afirmou.Na avaliação de Fiocca, o pior dos efeitos da crise global no Brasil já ficou para trás. Para ele, o momento é de recuperação do País.

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