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Nossa Caixa quer disponibilizar R$ 300 mi para habitação

O Banco Nossa Caixa quer ampliar sua linha de financiamento para habitação em 2004 para algo em torno de R$ 300 milhões, de acordo com o presidente da instituição financeira, Valdery Alburquerque. Se confirmado, o montante representará um salto em relação aos recursos disponíveis para este ano, que chegam a R$ 100 milhões, provenientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), gerido pela Caixa Econômica Federal.Alburquerque ressaltou, entretanto, que o banco não pretende ter um duopólio do financiamento habitacional ao lado da própria CEF. Em sua passagem nesta quarta-feira pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), ele defendeu que é necessário criar condições macroeconômicas para o mercado amplie o financiamento imobiliário. "O crescimento mínimo do PIB de 3% ao ano é uma condição primordial para que eles se sintam atraídos por esse tipo de negócio", defendeu.Além disso, o presidente da Nossa Caixa afirmou que o banco manterá reuniões periódicas com os conselhos curadores do FGTS e do FAT, numa tentativa de tornar mais claro para eles como estão sendo usados os recursos na área habitacional. Assim, ele espera manter a linha de crédito permanentemente aberta a interessados. "É preciso maior clareza jurídica em relação aos contratos firmados. O pior crédito é aquele que não existe ou não é pago", afirmou.PoupançaQuestionado do porquê a Nossa Caixa não utiliza os recursos de sua carteira de R$ 6 bilhões em cadernetas de poupança para ampliar o financiamento imobiliário, Alburquerque foi claro. Disse que precisa existir maior liquidez nos recursos e que as instituições financeiras, a partir do Banco Central, precisam dar retornos melhores para pessoas interessadas em deixar seu dinheiro aplicado na poupança por prazos maiores. O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Décio Tenerello, disse que os agentes financeiros privados já têm projetos prontos para financiamentos habitacionais, mas que precisam de maior retorno sobre esses investimentos. De acordo com ele, a demanda por títulos imobiliários, hoje, seria muito restrita, uma vez que eles não tem "porta de saída", ou seja são difíceis de negociar.De qualquer forma, Tenerello afirmou que a Abecip alterou os representantes dos bancos na mesa de debates da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) que trata do uso dos recursos do FAT. "O sistema já está montado e esperamos só que se crie um ambiente favorável. Teremos recursos do FAT". O presidente da associação não quis se manifestar a respeito da administração do FGTS, se ela deve ou não permanecer restrita à CEF, mesmo que outros bancos tenham acesso a esses recursos.

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