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Nossa Caixa tem prejuízo de R$ 139,6 milhões

Perda no segundo trimestre é explicada por provisões e adequação ao sistema contábil do BB; na contramão dos privados, banco expande crédito em 23%

Leandro Modé, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

O Banco Nossa Caixa, comprado pelo Banco do Brasil em novembro do ano passado, teve prejuízo de R$ 139,6 milhões no segundo trimestre. No mesmo período de 2008, o banco havia lucrado R$ 410,9 milhões. A instituição atribuiu o resultado negativo a dois fatores extraordinários: adequação à metodologia contábil do BB, que tirou R$ 155,1 milhões do ganho, e provisões de R$ 146,2 milhões para ações judiciais relativas a planos econômicos (como Bresser e Collor). Se não fossem esses dois pontos, o banco teria lucrado R$ 89,9 milhões. Como o BB já definiu o valor que pagará pelas ações da Nossa Caixa que estão em circulação no mercado, os papéis do banco encerraram o dia praticamente sem variação, cotados por R$ 75,15. Outra consequência disso é que bancos e corretoras praticamente encerraram a cobertura das ações da Nossa Caixa. Mesmo fazendo essa ressalva, o analista de instituições financeiras da Lopes Filho & Associados, João Augusto Salles, lembrou que as reservas para enfrentar potenciais perdas com planos econômicos não são novidade no banco paulista. "Essas provisões vêm de, pelo menos, março do ano passado", afirmou. Ele lembrou, ainda, que a Nossa Caixa continua pagando as parcelas ao governo do Estado de São Paulo relativas ao acordo que deu ao banco o direito de explorar a folha de pagamento dos servidores. O contrato foi firmado em março de 2007 e previa prestações trimestrais fixas de R$ 104,2 milhões. CRÉDITONa contramão dos bancos privados, a Nossa Caixa elevou a carteira de empréstimos em 23,3% no segundo trimestre ante o primeiro. O principal destaque foi o crédito consignado, com crescimento de 130% na comparação com o primeiro trimestre. Segundo o diretor de Finanças e de Relações com Investidores do banco, Claudio Guimarães Júnior, a maior parte da expansão nessa categoria se explica pela compra de carteiras de outras instituições. No total, foram o equivalente a R$ 2,9 bilhões, ante R$ 1,1 bilhão de crescimento na própria rede de correntistas do banco (que encerrou o trimestre em 5,7 milhões). Guimarães Júnior frisou que, apesar da forte expansão do crédito no período, o banco conseguiu reduzir o índice de inadimplência de 4,4% para 4%. "Isso mostra que estamos expandindo os empréstimos com segurança", afirmou. Como já havia antecipado, no início de julho, o novo presidente do banco, Demian Fiocca, Guimarães Júnior reafirmou que a meta do banco é expandir a carteira de crédito em 50% em 2009. Os bancos privados esperam um avanço bem menor, entre 10% e 15%. Desde que a crise global se aprofundou e travou as concessões de crédito no Brasil, o governo Lula determinou que os bancos públicos abrissem as torneiras de empréstimos para compensar a parada nos privados. Hoje, o próprio BB divulga seu resultado trimestral, que também deve mostrar forte crescimento do crédito.

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