Nossa Caixa vê mais espaço para queda do compulsório

O diretor de finanças da Nossa Caixa, Rubens Sardenberg, disse hoje que pelo comportamento do Banco Central (BC) é possível que até o final do ano possa haver mais cortes da alíquota do compulsório sobre depósito à vista ? parcela de recursos que os bancos devem recolher ao BC ?, atualmente em 45%. Segundo ele, o BC vai acompanhar os impactos da medida implementada na semana passada e, conforme os resultados, poderá promover um novo corte. Sardenberg não quis opinar sobre quanto será essa queda, caso ocorra, mas disse achar que a idéia do Banco Central é de que o compulsório se torne mais compatível com o que é praticado no resto do mundo.Demanda fracaQuanto à redução da alíquota do compulsório promovida pelo BC na semana passada ? de 60% para 45% -, o presidente da instituição, Valdery Albuquerque, diz considerar a medida louvável. No entanto, diz ele, não existe por parte da instituição expectativa de que haverá um choque de crédito. "É um tipo de operação que tem que combinar com os bolsos", disse Albuquerque, destacando, porém, a importância da medida no sentido de reduzir as taxas de risco e custo das instituições financeiras.O mais importante, na opinião do presidente da Nossa Caixa, será a aprovação da linha de financiamento com desconto em folha de pagamento, em discussão entre os sindicatos, Febraban e Ministério da Fazenda, com acompanhamento pessoal do ministro Antônio Palocci. Segundo Albuquerque, quando isso ocorrer e em condições competitivas, deverá haver uma busca maior por crédito. "Melhor atividade econômica, juros em queda, é melhor para todo mundo, inclusive para os bancos, que têm buscado dar sua contribuição via desenvolvimento econômico", disse ele.

Agencia Estado,

13 de agosto de 2003 | 13h41

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