Victor Affaro
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‘Nosso modelo faz de cada cliente uma nova fintech de câmbio’

A Frente Corretora de Câmbio comprou recentemente uma empresa em Miami (EUA) para ampliar suas operações

Entrevista com

Carlos Brown, sócio da Frente Corretora de Câmbio

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2019 | 04h00

Criada em 2017 por ex-funcionários da XP, a Frente Corretora de Câmbio tem dobrado de tamanho a cada ano. A plataforma, voltada para pessoa físicas e empresas permite que o cliente atue como uma fintech, vendendo papel moeda ou fazendo remessas de pequenos valores para o exterior sem ter uma estrutura física mais complexa. Recentemente, comprou uma empresa em Miami (EUA) para ampliar suas operações. A seguir trechos da entrevista com o sócio Carlos Brown: 

Vocês criaram uma empresa que transforma os parceiros em fintechs de câmbio? Como surgiu essa ideia?

Eu e o Ricardo (Baraçal) trabalhamos juntos na XP e a Daniela Marchiori era advisory. Nesta época, percebemos que o mercado de câmbio era muito parecido com o de investimentos há 15 anos atrás. Um mercado dominado pelos cinco principais bancos do País (Itaú, Santander, BB, Caixa e Bradesco) e pouco desenvolvido. Ninguém queria investir em tecnologia. Os produtos eram concentrados nos cinco principais bancos. Começamos como correspondente cambial, que seria algo parecido como o agente autônomo na área de investimentos. Nessa fase, tínhamos de nos plugar numa corretora ou banco para poder fazer o trabalho de câmbio. Trabalhamos assim por seis meses. Identificamos os gaps do mercado e ficamos maiores que a corretora que a gente estava operando.

E como alavancaram o negócio?

Decidimos comprar uma corretora, a Frente, antiga casa de câmbio do shopping Iguatemi da Faria Lima. O que nos interessava era a licença para operar e transformar essa corretora em uma corretora digital focada no modelo B2B (empresa para empresa). A partir daí começamos a desenvolver o mercado e hoje temos 12 escritórios no Brasil, que servem de ponto de apoio para os nossos mais de 400 parceiros. Desenvolvemos um modelo em que transformamos o parceiro numa fintech de câmbio. O parceiro com sua própria marca consegue vender papel moeda em diversas localidades do Brasil, mas também fazer remessas de pequenos valores.

Como funciona essas remessas?

Nossa tecnologia permite fazer remessas sem tarifas. O cliente quando faz a transação tradicional no banco tem de pagar uma tarifa de contrato e outra taxa, que varia de US$ 20 a R$ 400. Só que um terço do mercado de câmbio no Brasil é de pequenas remessas. A maioria manda US$ 1 mil e tem de pagar R$ 200 só de contrato. No nosso modelo, a tarifa é zero. Eu faço com que o parceiro vire uma fintech de câmbio, só tendo um site ou uma conta digital.

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