Marcus Desimoni
Marcus Desimoni

‘Nossos recursos estão chegando na ponta para as empresas’, diz presidente do BDMG

Sérgio Gusmão Suchodolski diz que Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais desembolsou mais de R$ 1 bilhão em 2019

Mônica Scaramuzzo, O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2020 | 05h00

Com desembolsos superiores a R$ 1 bilhão, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tem atuado como um agente financeiro importante em meio à pandemia no Estado de Minas. “Esses recursos estão chegando na ponta tanto para pequenas quanto para médias e grandes empresas”, diz Sérgio Gusmão Suchodolski, presidente do banco de fomento. 

 O executivo, ex-diretor do banco de desenvolvimento do Brics, tomou posse em abril do ano passado e promoveu uma reestruturação de gestão e estratégica na instituição financeira. “Nos preparamos para ser um banco de desenvolvimento do século 21”, afirma.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:

Qual o papel do BDMG na pandemia?

Antes da pandemia, vínhamos numa guinada de transformação da gestão de estratégica alinhada com agendas globais. Temos muitas linhas de créditos internacionais (o banco captou € 100 milhões do Banco Europeu de Investimento, por exemplo), que nos permitiu estar preparados para essa turbulência.

Há muitas críticas de que o crédito não chega na ponta.

Em 2019, liberamos cerca de R$ 180 milhões para micro e pequenas empresas. Nos cinco meses do ano, liberamos mais de R$ 155 milhões. A nossa expectativa este ano é que ultrapasse a marca de R$ 360 milhões (o banco aderiu à operação Pronampe, do governo federal). Em desembolso geral, ultrapassamos R$ 1 bilhão. No ano passado inteiro, foi um total de R$ 1,308 bilhão.

Quais os setores mais beneficiados?

Temos uma carteira bastante pulverizada. As micro e pequenas empresas aqui empregam mais de 60% da mão de obra do Estado. Também temos forte vocação agrícola. Neste ano, por exemplo, nos tornamos o terceiro maior gestor do Funcafé para a safra 2020/21. Tivemos uma alocação inicial de R$ 392 milhões, um valor recorde para nós. 

Minas também têm uma vocação forte para o turismo. Como ficou este setor?

Atuamos com o Fundo Geral de Turismo, do ministério de Turismo, e mantivemos uma série de conversas com bancos e agências de fomentos. O fundo cresceu muito e hoje tem alocação de perto de R$ 5 bilhões. 

Como o BDMG incentiva a mineração após as tragédias ambientais?

Somos parceiros da fundação Renova, criada pela Samarco, para os 35 municípios do Vale do Rio Doce. Atuamos em reestruturação de projetos e como provedores de crédito para atrair empreendedores à região.

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