Nota descarta influência de lobby dos grandes bancos

BASILEIA

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2010 | 00h00

Uma das preocupações expressas pelo comunicado divulgado no início da noite pelo Comitê de Basileia era deixar claro, de forma sutil, que o lobby dos grandes bancos privados internacionais não está influindo nas decisões do Comitê de Basileia.

Em nota oficial, a organização reiterou: "Presidentes de bancos centrais e chefes de supervisão estão profundamente comprometidos com o crescimento da quantidade e da consistência internacional do capital, para reforçar padrões de liquidez, evitar alavancagem e a tomada de riscos excessivos e reduzir a pró-ciclicalidade".

A firmeza das afirmações visava a responder às eventuais críticas de frouxidão das normas, depois que os banqueiros manifestaram seu descontentamento com os rumos da discussão de Basileia 3. Em abril, os executivos dos principais bancos já haviam advertido que as normas mais rígidas prejudicariam a retomada econômica. Em junho, o Institute of International Finance voltou à tona, estimando que 9 milhões de empregos seriam extintos e haveria perda de 3% da atividade econômica em 2015 nos Estados Unidos, na zona do euro e no Japão.

O presidente do Banco Central do Brasil (BC), Henrique Meirelles, advertiu que eventuais críticas podem ser precoces. "Poderá haver avaliações de que houve enfraquecimento das normas em relação ao que foi discutido em dezembro, mas é prematura uma conclusão nesse sentido antes da divulgação de todos os parâmetros no fim do ano."

Cautela

HENRIQUE MEIRELLES - PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL

"Poderá haver avaliações de que houve enfraquecimento das normas em relação ao que foi discutido em dezembro, mas é prematura uma conclusão nesse sentido antes da divulgação de todos os parâmetros no fim do ano."

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