Nota surpreende analistas e a imprensa

O rebaixamento do rating da dívida soberana da Itália pela agência Standard & Poor's, embora já tenha sido cogitado, surpreendeu os analistas - que temem que a decisão dissemine o medo de contágio na zona do euro - e também a imprensa italiana.

LONDRES , O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h07

"As percepções são mais importantes que a realidade", disse Carl Weinberg, do centro de análises High Frequency Economics. "Surgindo em uma época em que os mercados mundiais estão no limite, cautelosamente aguardando uma moratória da Grécia com efeitos colaterais desconhecidos no sistema financeiro, a ótica desse rebaixamento cheira mal", afirmou.

As versões onlines dos principais jornais italianos noticiaram com surpresa, na madrugada da terça-feira pelo horário local (noite da segunda-feira, pela hora de Brasília) o rebaixamento do rating da dívida da Itália.

A reação de surpresa foi explicada pelo fato de outra agência de classificação de risco dos Estados Undidos, a Moody's, ter adiado na semana passada para outubro a reclassificação da dívida italiana. "Pelo menos em parte a notícia foi uma surpresa, após a Moody's ter decidido manter sob observação a nossa dívida soberana ainda por um mês", escreveu na manchete do seu website o principal jornal de economia, o Il Sole 24 Ore, de Milão.

"A agência S&P anunciou, de surpresa, o corte de um grau na nota da dívida pública da Itália: o rating indica em síntese a capacidade de um país de pagar as suas dívidas. As perspectivas futuras para a Itália, explica a agência americana, são no todo negativas", diz o jornal Corriere della Sera, também de Milão.

Os jornais La Stampa de Turim e La Repubblica de Roma também deram destaques para a notícia nas manchetes dos websites. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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