Noticiário negativo não afeta leilão de pré-sal, diz ANP

A diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, não acredita que o recente noticiário negativo relacionado ao setor de petróleo no Brasil vai atrapalhar a oferta de novas áreas de exploração como o pré-sal. Para ela, notícias como os problemas enfrentados pela OGX Petróleo são fatos de "curto prazo". Já a perspectiva das novas áreas de exploração no Brasil, argumenta, é de "longo prazo".

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

09 de julho de 2013 | 11h16

"A oportunidade (do pré-sal) é tão gigantesca, um projeto de 35 anos, que quem entrar nesse projeto estará em um casamento de 35 anos. Qualquer coisa que aconteça no curto prazo, será de tão curto prazo que certamente não determinará o rumo do projeto (do pré-sal)", disse, em entrevista na capital britânica, após road show para investidores e analistas. "Estamos oferecendo dois terços das reservas provadas de 15 bilhões de barris no Brasil. São reservas provadas. É completamente diferente", disse.

Magda também confirmou que alguns fundos de investimento têm questionado sobre a reversão da política monetária nos Estados Unidos - fato que deve reduzir a oferta de crédito internacional. "Alguns fundos mencionam isso. Porém, a oportunidade do pré-sal é tão grande, única, que fala por si só. É uma oportunidade única por si só e é capaz de se sobrepor a todas essas considerações", disse.

Durante a apresentação a investidores e na entrevista coletiva, a diretora da ANP repetiu diversas vezes que trabalha há mais de 30 anos na área de petróleo e gás e nunca viu nenhuma oferta de áreas de exploração tão grande e promissora como a feita atualmente pelo governo brasileiro.

A ANP prevê que entre sete e oito consórcios devem disputar as áreas oferecidas no primeiro leilão, previsto para outubro, cujo edital foi publicado nesta terça-feira, 9. Magda argumentou que o processo teve 30 empresas qualificadas como operadores do tipo ''A''. E, além dessas, há outras interessadas.

Pelas regras publicadas, a Petrobras terá parcela mínima de 30% dos consórcios que participarão da disputa. Não há, porém, parcela máxima para a estatal que, portanto, pode ter até 100% de um consórcio. Além disso, investidores privados terão no mínimo 10% dos consórcios. Dessa forma, cada consórcio terá, no máximo, a Petrobras e sete sócios privados. A diretora-geral da ANP afirma, porém, que a expectativa é que cada consórcio tenha de quatro a cinco empresas.

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