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Notícias corporativas animam Bolsa; alta é de 2,33%

Bovespa, BM&F, Cesp e Braskem foram destaque nos negócios. Bolsas americanas subiram

Agência Estado,

20 de fevereiro de 2008 | 18h21

As boas notícias corporativas no cenário interno durante todo o dia e a virada nas bolsas americanas após a divulgação da ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos (Fed) levaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a fechar em alta de 2,33%, em 63.747,5 pontos. No final da noite de terça-feira, a Bovespa e a BM&F divulgaram um fato relevante no qual informaram que estão conversando com vistas à "integração de suas atividades". Segundo a nota, durante os próximos 60 dias, nenhuma das duas bolsas poderá negociar com "terceiros". A possível fusão entre as bolsas levaram as ações destas empresas a altas estratosféricas.  As ações da Bovespa, que debutaram no pregão valendo R$ 23,00, dispararam 52% logo no primeiro dia de negócio, para R$ 34,99. No fechamento do dia, foram vendidas a R$ 26,50, com alta de 10,19%. A situação da BM&F é semelhante. Os papéis, que iniciaram as negociações na bolsa paulista nesta quarta valendo R$ 15,77, fecharam a R$ 18,20, com alta de 15,41%. A fusão entre as duas instituições já foi alvo de inúmeras especulações no mercado financeiro, mas sempre foi negada pelas empresas. Ambas abriram o capital em 2007 e têm sofrido com a turbulência global e a decisão do governo Lula de elevar a taxação sobre o lucro das entidades do setor financeiro. O outro destaque do dia é a ação preferencial do tipo B (PNB, sem direito a voto) da Cesp, que subiu 4,34%. Neste caso, pesou o anúncio do governo de São Paulo sobre a aprovação do preço mínimo de R$ 49,75 por ação para Cesp. O valor superou em 38,2% o das ações ordinárias no mercado no fechamento de ontem (R$ 36,00).  Segundo analistas, o preço mínimo fixado supera as previsões, que variavam de R$ 46 a R$ 47. O edital do processo será divulgado a partir do dia 25 de fevereiro, e o leilão está agendado para 26 de março. O aviso detalha ainda que a venda dos papéis será em bloco único. Ainda no cenário interno, as ações da petroquímica Braskem, que ontem subiram 4,63%, seguiram nessa toada forte e subiam 3,05%. Os investidores gostaram do resultado de 2007, que cresceu 561%, para R$ 556 milhões. O lucro da Braskem veio quase em linha com as estimativas dos analistas, que esperavam crescimento de 603% em comparação com 2006. Além disso, a empresa anunciou ontem à noite a aprovação de programa de recompra de ações de até 19,8 milhões de papéis PNA, durante um ano. Cenário externo O dia no mercado acionário começou pesado com dados da economia americana. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos (CPI) subiu mais do que o esperado em janeiro. A alta foi de 0,4% e a previsão era de 0,3%. O núcleo da inflação (que leva em conta preços sem oscilação mais forte) avançou 0,3%, superando também a estimativa de 0,2%.  O outro dado que causou apreensão entre investidores é que o KKR Financial Holdings, filial do grupo de private equity KKR, adiou o pagamento de bilhões de dólares de commercial papers (títulos de empresas negociados no mercado internacional) pela segunda vez e começou uma nova rodada de negociações de reestruturação com seus credores sobre dívida vencida na sexta-feira.  Com menor influência entre os investidores, mas também como um fator negativo está a informação de que o número de construções de residências iniciadas em janeiro subiu 0,8% para a taxa anualizada de 1,012 milhão. Analistas previam alta de 1,4% para 1,02 milhão. Contudo, apesar da alta menor do que o esperado, foi o primeira avanço do dado em três meses. Ainda assim, o número de permissões para novas construções - considerado um indicador de atividade futura do setor - diminuiu 3% em janeiro para a taxa anual de 1,048 milhão. Contudo, após o anúncio do banco central dos Estados Unidos (Fed) que revisou para baixo sua previsão de crescimento para 2008, mesmo após os cortes no juro básico de janeiro, as bolsas americanas inverteram e fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,73% e a Nasdaq ganhou 0,91%. Na ata da última reunião do Fed, divulgada nesta quarta-feira, a instituição informa que já reduziu a previsão de crescimento do País em 2008 em 0,5 ponto porcentual - de 1,3% a 2%. A previsão anterior foi feita em 20 de novembro de 2007, quando a perspectiva era de um PIB entre 1,8% e 2,5%.

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