Notícias dos EUA permitem alívio e Bovespa sobe 2,6%

A manutenção da taxa básica e aredução dos temores com o sistema bancário nos Estados Unidosabriram uma clareira para recuperação da Bolsa de Valores deSão Paulo, que registrou a segunda maior alta em junho nestaquarta-feira. O Ibovespa fechou com avanço de 2,63 por cento, aos 65.853pontos, depois de ter chegado a avançar mais de 3 por cento. Ogiro financeiro foi de 6,57 bilhões de reais. "O mercado aqui estava bem machucado. Só faltava apareceruma oportunidade que permitisse uma correção de preços, e foi oque aconteceu hoje", disse Kelly Trentin, analista da SLWcorretora. O mercado paulista já vinha em alta desde a abertura,puxado pelos ganhos das ações de bancos, em linha com omovimento internacional do setor, com a notícia de que oBarclays vai levantar 8,9 bilhões de dólares numa emissão deações, o que alimentou as esperanças de Wall Street de queoutros bancos farão o mesmo para aliviar os efeitos da crise decrédito nos Estados Unidos. A tendência positiva ganhou força à tarde, depois que oFederal Reserve manteve o juro norte-americano em 2 por centoao ano, embora tenha manifestado preocupação com pressõesinflacionárias. Wall Street estendeu os ganhos e depois voltou ao movimentoanterior. O índice Dow Jones subiu apenas 0,04 por cento. A Bovespa, no entanto, manteve a tendência de ascensão,puxada principalmente pelas ações de empresas ligadas acommodities. As líderes foram as ações preferenciais daUsiminas, com avanço de 5,3 por cento, a 81,10 reais. Asordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional cresceram 4,7 porcento, a 70,50 reais. Dentre os ativos com maior peso na carteira teórica, asações preferenciais da Petrobras ganharam 2,8 por cento, a54,69 reais, mesmo num dia de queda das cotações do petróleo. Eas preferenciais da Vale tiveram ganho de 2,7 por cento, a49,48 reais. (Edição de Vanessa Stelzer)

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