finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Notícias externas influenciam mercados

O pessimismo em relação à Argentina é cada vez maior entre os investidores. Nesta manhã, a taxa de risco do país continuou em patamares elevados e a Bolsa de Buenos Aires estava em queda de 4,65% no início da tarde. Para muitos analistas, o país vizinho caminha a passos largos para o default - leia-se calote da dívida - e os investidores estão céticos em relação à promessa do ministro da Economia, Domingo Cavallo, sobre uma ampla renegociação "voluntária" da dívida total, de US$ 132 bilhões.Está prevista para hoje à tarde uma reunião em Washington entre o Fundo Monetário Internacional (FMI), Tesouro dos Estados Unidos, banqueiros e o novo contratado do governo argentino para tratar da renegociação, o executivo da Merril Lynch, Jacob Frenke. A reunião é considerada por alguns analistas como um sinal positivo de que a dívida argentina está sendo estruturada, mas o FMI nega que vá participar deste encontro. Nos mercados, especula-se que a Argentina quer renegociar a sua dívida total, de US$ 132 bilhões, pagando taxa de juro de 7% ao ano, o que implicaria em pesadas perdas para os credores. O Banco JP Morgan calcula que as perdas dos credores da Argentina podem chegar a 50% no caso de reestruturação da dívida. No início da tarde, o governo argentino voltou a dizer que não haverá reestruturação "forçada" da dívida.Em relação aos conflitos na Ásia Central, está começando a repercutir mal a falta de resultados concretos - leia-se a captura de Osama bin Landen - da ofensiva norte-americana no Afeganistão, que tem causado a morte de dezenas de civis afegãos desde que os ataques começaram, há quase um mês. Outra notícia negativa vinda dos Estados Unidos foi o índice de confiança do consumidor, referente a outubro, que caiu para 85,5, a pior marca desde 1994. Em setembro a confiança do consumidor estava em 97,0.Veja os números do mercado financeiroO dólar comercial para venda está cotado a R$ 2,7270, com alta de 0,11%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,708% ao ano, frente a 23,780% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 2,68%.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em queda de 1,36%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - opera com baixa de 1,52%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2001 | 15h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.