Nova ação conjunta de Fed e BCE não está descartada

Os presidentes de bancos centrais de países industrializados e emergentes não descartam uma nova ação organizada das autoridades monetárias dos Estados Unidos e da Europa para conter os efeitos da crise imobiliária que afeta a economia global desde agosto. Essa eventual segunda ação coordenada desde o início das turbulências envolveria apenas o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e o Banco Central Europeu (BCE), não incluindo países emergentes como o Brasil. A avaliação foi feita hoje, durante encontro de presidentes de bancos centrais reunidos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), na Basiléia, Suíça.O indicativo de que uma nova ação conjunta ainda é cogitada confirma que a crise imobiliária segue no centro das preocupações das autoridades monetárias internacionais. "Hoje há dois mercados com problemas: o dos Estados Unidos e o da Europa. Os bancos centrais já estão provendo o mercado de liquidez. Pode haver um entendimento entre o Fed e o Banco Central Europeu, mas para o resto do mundo não deve haver necessidade de participação", disse um presidente presente aos debates.A eventual medida depende dos desdobramentos de dois fatores: a atitude dos consumidores nos Estados Unidos e a reação do mercado de crédito. Embora no centro das discussões, a crise foi encarada com cautela, sem nervosismo nem euforia. "Não estou aflito nem tranqüilo. A situação neste momento é de muita incerteza, a começar pelo rumo da economia norte-americana", disse a autoridade monetária.

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