Nova Bolsa brasileira será a 2ª maior das Américas

Instituição resultante da integração entre Bovespa e BM&F ficaria atrás apenas da Bolsa de Chicago

Cesar Bianconi e Leandro Modé, da Agência Estado,

26 de março de 2008 | 07h28

Os Conselhos de Administração da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e da Bovespa Holding aprovaram, em reuniões realizadas na terça-feira, 25, a integração das atividades das duas companhias, com a formação de uma entidade batizada provisoriamente de Nova Bolsa. Levando-se em conta o valor de mercado somado das duas bolsas brasileiras em fevereiro (cerca de US$ 20 bilhões), a instituição resultante seria a segunda maior das Américas, atrás apenas da Bolsa de Chicago e à frente até mesmo da Bolsa de Nova York."Estima-se preliminarmente que esta reorganização societária poderá, até 2010, atingir um potencial de economia de até 25% das despesas operacionais anuais da organização combinada, em função das sinergias existentes", afirmaram as bolsas na terça-feira.A Nova Bolsa será uma companhia aberta e com ações negociadas no Novo Mercado. Os acionistas da BM&F e da Bovespa Holding receberão ações ordinárias emitidas pela Nova Bolsa, na proporção de 50% para cada companhia. No entanto, os acionistas da Bovespa Holding, controladora da Bolsa de Valores de São Paulo e da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), receberão pagamento de R$ 1,24 bilhão, já que o valor de mercado atual da Bovespa supera o da BM&F. As empresas não esclareceram de onde virá essa quantia. As ações da Bovespa estrearam em pregão no dia 26 de outubro do ano passado, com expressiva alta. O papel disparou 52%, para R$ 34,99. O sucesso da bolsa paulista criou grande expectativa para a abertura de capital da BM&F, que ocorreu em 30 de novembro. A alta das ações, porém, foi mais modesta: 22%, para R$ 24,42. Na terça-feira, 25, os papéis da BM&F fecharam em R$ 16,68 e os da Bovespa, em R$ 25. Na manhã desta quarta-feira, 26, serão esclarecidos os termos do acordo.ConselhoFicou decidido que a Nova Bolsa terá um Conselho de Administração com igual número de integrantes indicados por BM&F e Bovespa Holding, mas a maioria dos membros será independente. O processo de avaliação dos ativos das bolsas ("due diligente") está em curso, bem como os preparativos para a submissão da proposta aos acionistas das companhias. A transação também será submetida para apreciação dos órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central, além do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).Os Conselhos de Administração das duas bolsas resolveram formar um Comitê de Transição que funcionará até 31 de dezembro de 2008. Farão parte os respectivos presidentes e diretores-gerais das companhias. O grupo terá até 60 dias após a data de aprovação do negócio pelas assembléias gerais da BM&F e da Bovespa Holding para indicar o novo presidente do Conselho de Administração e o novo diretor geral.Em 19 de fevereiro, BM&F e Bovespa Holding anunciaram o início de conversações com o propósito de integrar suas atividades. As negociações, de caráter exclusivo, poderiam durar até 60 dias.

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