Nova classificação de fundos deve aumentar eficiência de portfólios, diz gestora do BB

Para a BB DTVM, a classificação apresentada hoje pela Anbima abre a possibilidade de novos produtos e permite visualizar se existe alguma lacuna

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2015 | 16h52

SÃO PAULO - O presidente da BB DTVM, Carlos Massaru, afirma que a nova classificação de fundos apresentada pela Associação Brasileira dos Mercados Financeiros e de Mercado de Capitais (Anbima) poderá provocar uma revisão no portfólio da gestora, que pode, inclusive, induzir à união de produtos, mostrar lacunas que eventualmente possam existir na prateleira e estimular a criação de novos produtos.

"A nova classificação abre também a possibilidade de novos produtos e permite visualizar se existe alguma lacuna. Haverá a indução para que o portfólio fique mais eficiente", disse Massaru à Agência Estado. A BB DTVM possui R$ 600 bilhões sob gestão.

O presidente da BB DTVM destaca que a nova classificação de fundos, na prática, se torna uma ferramenta para contribuir para a educação financeira, não apenas do investidor, mas também do lado da força de venda dos fundos. "Usar a nova classificação de fundos como um instrumento de planejamento financeiro é um dos princípios", afirma, ao pontuar que essa ferramenta pretende, ainda, ajudar na adequação do perfil de risco e a necessidade do capital pelo investidor.

"Essa é uma ferramenta de indução para o investidor olhar para o prazo do investimento, que é algo que hoje ele não faz", afirma. Hoje, lembra, o investidor analisa o prazo de seus investimentos somente do ponto de vista tributário, diz.

O presidente da BB DTVM fala que um dos destaques da nova classificação é mostrar ao investidor a gama de possibilidades existentes no universo de investimento de renda fixa. Além disso, ele lembra que o mercado de renda fixa está caminhando lado a lado da agenda macroeconômica do País. "O governo quer trazer o crédito corporativo para o investimento de longo prazo", afirma. 

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