Coluna

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Nova compensação de cheques eleva custo

A reformulação do Sistema de Pagamentos Brasileiro, com operações em tempo real e repasse do risco das operações do Banco Central (BC) para o próprio mercado, vai representar aumento de custos para os bancos, ao contrário do que vem apregoando o Banco Central. A afirmação é do novo presidente da Associação Brasileira dos Bancos Comerciais (ABBC), Jorge Eduardo Prada Levy. "Haverá aumento de custos para todo mundo, menos para o governo", afirmou. Para ele, o importante é que a reformulação não crie problemas de competição entre as instituições financeiras. Na verdade, ainda não se sabe qual será o aumento de custos. Levy cita os investimentos necessários em novos sistemas e a necessidade de gerenciamento da liquidez do banco em tempo real como exemplos de maiores custos, mas isto ainda não foi quantificado.Avalição preliminar do impacto da reformulação do sistema de pagamentos nos custos de bancos demonstrou que a variação pode ir de um aumento de 5% a 6% ou uma redução entre 10% e 20%, dependendo do tipo de instituição. Bancos de tesouraria, por exemplo, poderiam ter aumento de custos de até 50%, segundo Isney Rodgrigues, da clearing de câmbio da Bolsa de Mercadorias & Futuros. A questão de custos deve ser melhor avaliada até março, quando os investimentos nos novos sistemas de informatização serão conhecidos.

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