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Nova diretora do BC descarta controle de capitais

Indicada para a diretoria de Assuntos Internacionais do Banco Central (BC), a economista Maria Celina Arraes fez ontem uma defesa da política cambial e afirmou que é contra medidas de controle de capitais externos no Brasil. ?A experiência internacional, em geral, mostra que esse tipo de medida tem eficiência limitada?, disse Maria Celina, destacando que os investidores normalmente conseguem driblar tais restrições. Ela fez as afirmações na esvaziada sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que aprovou por unanimidade o nome dela e de outros dois indicados para a diretoria do BC: Alvir Hoffmann (Fiscalização) e Anthero de Moraes Meirelles (Administração). Para Maria Celina, o elevado fluxo de dólares na economia brasileira, tema que tem preocupado o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não pode ser atribuído somente ao fato de os juros no Brasil serem mais elevados que nos demais países. Ela destacou que, mesmo com a redução dos juros neste ano, o BC acumulou elevado volume de reservas internacionais, o que mostraria que a entrada de dólares reflete também a situação positiva da economia, o saldo positivo na balança comercial, o elevado volume de investimentos estrangeiros diretos, além da abundância de dinheiro no mundo e da desvalorização do dólar. FundoA indicada para o BC reiterou afirmações do presidente da instituição, Henrique Meirelles, e disse que o fundo soberano, projeto em estudo no governo, não será abastecido com recursos retirados das reservas internacionais. Segundo ela, as reservas, para cumprir a função de colchão de liquidez, devem ficar apartadas do fundo e manter sua disponibilidade imediata. ?Tenho claro que o fundo soberano não será sustentado com recursos das reservas?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

14 de novembro de 2007 | 10h20

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