Nova equipe econômica é bem recebida pelo mercado

Nova equipe econômica é bem recebida pelo mercado

Nomes de Joaquim Levy, para o Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para o do Planejamento e permanência de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central são elogiados por empresários, executivos e economistas

O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2014 | 16h55


SÃO PAULO - A indicações dos novos nomes para a equipe econômica do governo Dilma Rousseff foram bem recebidas pelo mercado financeiro. Confira algumas das avaliações feitas logo após a confirmação dos nomes de Joaquim Levy, para o Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para o do Planejamento e permanência de Alexandre Tombini na presidência do Banco Central:

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco: "Os nomes representam pilares de credibilidade, cada qual em sua área. Mas eles se complementam e dão unidade de ação a um governo que almeja o controle da inflação, a austeridade fiscal e a elaboração de um conjunto de reformas estruturais modernizadoras. Nós, do Bradesco, externamos nossa confiança de que esta nova estrutura de comando da economia brasileira terá todas as condições de alcançar a superação dos desafios, promovendo os impulsos necessários para a construção de um Brasil contemporâneo, baseado na inclusão social e na prosperidade."

Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria: "Desejamos aos novos ministros êxito no trabalho. Queremos continuar trabalhando em colaboração com o governo para, juntos, construirmos uma agenda para o Brasil aumentar a competitividade, alcançar o crescimento vigoroso e sustentado, com uma sociedade que tenha mais igualdade de oportunidades."

Federação das Indústrias do Rio de Janeiro: "A indicação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda é uma prova auspiciosa e inequívoca de compromisso do segundo governo Dilma Rousseff com uma política focada na estabilidade. Fica claro que o novo governo não irá transigir, a partir de agora, no combate à inflação, na condução de uma política fiscal responsável e na preservação da credibilidade internacional do País."

Álvaro Bandeira, o sócio e economista-chefe da Órama Investimentos: "Todos conhecem profundamente a estrutura complicada do governo e aparentemente chegam com alguma carta branca para mudanças. Será preciso bancar medidas por um ano ou mais sem pegar nenhum atalho. Será que o governo suportará isso?."

Marcio Cardoso, sócio-diretor da Título corretora/Easynvest: "A Bolsa está em seu preço. Apenas se o governo anunciar uma medida em âmbito econômico de fato positiva e inesperada, é possível que o Ibovespa suba e ultrapasse os 60.000 pontos. O movimento que se vê hoje indica a presença de investidores de curto prazo. Quando as ações caem, eles compram, quando elas sobem, eles vendem."

Levi Ceregato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf): "As indicações transferem ao governo um voto de confiança do mercado. São homens capazes, experientes e bem-sucedidos nas esferas pública e privada. Essa mudança é salutar e deve melhorar o ambiente de negócios."

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