Nova gestão buscará diálogo sobre prédio anexo com a Vivo

Um dos maiores desafios nas mãos da nova gestão do Masp será discutir o futuro do prédio anexo ao museu, que foi doado pela Telefônica Vivo para ser uma extensão da instituição cultural.

MÔNICA SCARAMUZZO, CÁTIA LUZ, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2014 | 02h03

Pelo contrato original, de novembro de 2004, o Masp deveria ter concluído o mirante do Masp em 2006 e os demais componentes do edifício em 2007. As obras, no entanto, não foram concluídas e um impasse entre o museu e a operadora foi criado. Em 2009, foi firmado um novo acordo judicial, que previa fevereiro de 2012 como novo prazo para o Masp iniciar o uso do prédio, o que não ocorreu.

A ideia de construir o anexo do Masp no edifício Dumont-Adams, ao lado do museu, nasceu em função da limitação de espaço da sede, na Avenida Paulista. O anexo abrigaria exposições temáticas e teria um laboratório de restauro, uma escola de pós-graduação em museologia e história da arte e, no topo do prédio, uma cafeteria.

Heitor Martins, presidente do Masp, confirma que as obras estão paradas porque os recursos para a reforma acabaram, mas acredita que a situação deverá ser "equacionada". Procurada, a Telefônica Vivo informou, por meio de nota, que "cumpriu e está cumprindo todas as suas obrigações previstas no contrato com o Masp, a quem cabe a construção do anexo do museu. A empresa está, como sempre esteve, aberta ao diálogo".

Segundo Alexandre Bertoldi, sócio do Pinheiro Neto Advogados e um dos diretores estatutários, há planos para construir um túnel e uma passarela interligando o museu, sem comprometer o projeto arquitetônico. "É um projeto importante para o Masp, que recebe mais de 800 mil visitas por ano."

Vão livre. A nova diretoria também deve propor à Prefeitura de São Paulo a retomada do espaço do vão livre nos fins de semana para organizar eventos culturais. Há quase 30 anos esse espaço é ocupado por uma feira de antiguidades. "Não queremos tirar a feira. Queremos ocupar o vão livre com arte. É diferente", disse Martins.

Segundo ele, quando Lina Bo Bardi idealizou o prédio suspenso, o vão livre foi pensado como um espaço de mediação entre o museu e a sociedade. "Várias exposições foram feitas entre o fim dos anos 60 e início dos anos 80. Queremos retomar."

Segundo Martins, essa é a proposta do museu. "Obviamente, terá de ser discutido o assunto com a sociedade", afirmou. "Estamos firmando parceria com o Teatro Municipal, Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e temos proposta de reurbanização para alargar a calçada. Mas é tudo proposta."

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