Nova holding se chamará CSN HoldCo

A CSN divulgou hoje fato relevante sobre a integração de operações com a anglo-holandesa Corus. Segundo o comunicado, a nova empresa resultante da fusão será chamada "CSN HoldCo". Essa holding deterá 37,6% do novo grupo siderúrgico formado por Corus, CSN e suas subsidiárias. A CSN informou que, inicialmente, suas ações serão incorporadas pela CSN HoldCo. "Consequentemente, cada acionista da CSN receberá da CSN HoldCo um número de ações ordinárias igual ao que detém no capital da CSN e tornando-se, esta última, uma subsidiária da CSN HoldCo." Em seguida, diz o aviso, a CSN HoldCo deverá receber ações a serem emitidas pela Corus em troca dos papéis da CSN, tornando-se a maior acionista individual da Corus, com 37,6% do capital. Atualmente, o maior acionista detém 15,7% do capital social da Corus. Os demais acionistas detêm participações iguais ou inferiores a 10%. "Esses porcentuais não consideram o ingresso da CSN HoldCo no quadro acionário da Corus, após o referido aumento de capital da Corus." A CSN informa que a fusão com a Corus não está sujeita a qualquer tipo de oferta pública para aquisição de ações dos seus investidores. A companhia acrescenta: "Considerando-se o disposto nos artigos 252 e 137 da Lei 6.404/76, informamos que a operação anunciada não ensejará direito de retirada". O negócio, afirma a CSN, está sujeito a uma série de condições, incluindo a negociação e celebração de contrato definitivo, a aprovação pelos acionistas das referidas empresas e por terceiros. A expectativa é de que a transação será completada até o primeiro trimestre de 2003. Implementada a fusão com a CSN, a Corus adotará uma política de distribuição de dividendos de uma média de 40% do seu resultado líquido (antes da distribuição), segundo o UKGaap (princípios contábeis ingleses), diz ainda o fato relevante da CSN. O texto afirma ainda que a Corus seguirá essa política mantendo, ao mesmo tempo, uma sólida condição financeira. A companhia procurará manter um índice de alavancagem (dívidas líquidas divididas por ativos tangíveis líquidos) de 35% ao longo do ciclo do negócio do aço e uma qualificação de "investment grade" sólida. "Obedecidas essas premissas, a Corus poderá realizar distribuições adicionais de dividendos caso seu Conselho de Administração determine que essas distribuições levarão a uma estrutura de capital mais eficiente e apropriada." Combinadas as operações, as companhias afirmam que os baixos custos da CSN se somarão à liderança de mercado da Corus na Europa. O novo grupo siderúrgico terá operações no Brasil, na Europa e nos EUA e vasto portfólio de produtos de aço carbono planos e longos, atendendo a um grande numero de consumidores, inclusive de folhas metálicas.

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