Nova lei pode evitar fraudes em balanço

Quando as fraudes em balanços de grandes corporações começam a ser denunciadas com insistência em um país como os Estados Unidos, está na hora de "se fazer algo por aqui", disse o deputado federal Emerson Kapaz.O deputado é relator de um projeto de lei que está na Câmara e que "exige mais transparência e clareza nos balanços, evitando qualquer tipo de manipulação".Kapaz fez sua análise em cima de casos como o da gigante energética Enron, que foi seguido de outros não menos ruidosos como os da Global Crossing, WorldCom, Xerox, WorldCom e, agora, do laboratório Merck, todas empresa americanas".O deputado Kapaz espera que esta nova legislação seja votada ainda no início dos trabalhos legislativos do segundo semestre do ano."Mas lembro que vivemos em um ano eleitoral no País, o que torna difícil a votação de assuntos mais complexos no Congresso, por falta de parlamentares, que estarão na sua maioria nos seus Estados em plena campanha política." Com a nova Lei Contábil se estará revogando dispositivos da Lei nº 6.404 de 15 de novembro de 1976. A nova legislação contábil será mais abrangente, pois vai atingir também grandes companhias, mesmo que tenham o capital fechado. "Assim teremos uma transparência no mercado, e não seremos surpreendidos por fraudes", afirmou o parlamentar.Os objetivos com a nova lei compreendem a possibilidade da elaboração de informações contábeis, dentro de padrões internacionalmente aceitos, com regras claras de transparência, e que possam ser entendidas e aceitas nos principais mercados de valores mobiliários.Segundo Kapaz, "a experiência demonstra que os investidores são atraídos para os mercados que eles conhecem e nos quais confiam".Para ele é dentro desse contexto que países adotam normas contábeis reconhecidas internacionalmente, buscando alguma vantagem competitiva sobre os demais, uma vez que a elevada qualidade, transparência e, principalmente, compreensão das informações contábeis reduz o risco do investimento e, conseqüentemente, o seu custo de capital, além de reduzir o próprio risco do País. "O que os investidores mais querem é clareza, transparência e a certeza de que seu investimento está em boas mãos."

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