Nova meta de crescimento das exportações é de US$ 8 bilhões

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, anunciou hoje que a nova meta de crescimento das exportações é de US$ 8 bilhões para 2003. A meta inicial, definida no começo do ano, era de US$ 6 bilhões ou 10% de aumento sobre os US$ 60 bilhões vendidos ao exterior em 2002. Em março deste ano, Furlan afirmou que pretendia anunciar o novo número, mas por conta da guerra no Iraque preferiu ser mais cauteloso."Hoje já estamos seguros para estipular o novo patamar", afirmou. Ele participou hoje de um debate na Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing no Brasil. Segundo Furlan, o incremento da meta gerará 600 mil novos empregos e promoverá um adicional 1,5% no crescimento do PIB.O ministro afirmou que a decisão de rever para US$ 8 bilhões a meta, reflete em um aumento de US$ 3 bilhões da parte da safra agrícola ainda não escoada, principalmente de soja e derivados. Também contribuirá a recuperação das vendas para a Argentina, que devem atingir US$ 1 bilhão neste ano. Ele citou também o bom desempenho do setor automotivo, cujas vendas externas estão crescendo 20%, e do setor de papel e celulose, com alta nas exportações projetadas em 30%.Furlan disse que os novos números da balança comercial foram calculados com base num câmbio médio de R$ 3. O ministro não acredita que a taxa de câmbio caia até R$ 2,50. Ele espera que as "autoridades financeiras tenham bom senso e aproveitem o momento favorável para reduzir a dívida em dólar".O ministro admitiu que as importações brasileiras crescerão para permitir um aumento das exportações de 12% a 13%. Segundo ele, o aumento das compras externas deve atingir 10% no segundo semestre. Em abril, a alta das importações foi de 4%. Furlan preferiu não definir a nova meta de superávit comercial para 2003, mas fez uma suposição genérica. Se as exportações crescerem para US$ 68 bilhões e as importações aumentarem 10% na média do ano, para US$ 52 bilhões, o superávit comercial será de US$ 16 bilhões, valor acima do registrado em 2002, que foi de US$ 13,1 bilhões. A conta simplificada do ministro considerou um aumento de 10% das importações no ano, e não apenas no segundo semestre.

Agencia Estado,

28 de abril de 2003 | 14h42

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