Nova meta de inflação pode reduzir juros, diz Sobeet

O presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização (Sobeet), Antonio Corrêa de Lacerda, acredita que o reajuste da meta de inflação de 2004 para 5,5%, confirmado ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), abre espaço para um corte de juros básicos de 1 ponto percentual a 1,5 ponto percentual em julho. "O CMN tomou uma medida pragmática, de adaptação à realidade, porque a meta anterior era irreal e ocasionava uma política monetária muito rígida. Com a meta mais baixa, é possível uma queda contínua dos juros até o final do ano", afirmou Lacerda. Para ele, no final de 2003 a Selic deverá estar em 20% ao ano. "Mas ainda assim será um juro altíssimo, até porque a inflação estará menor e então o recuo do juro real será mais fraco do que o do nominal", disse. Na opinião dele, depois da rodada de reajustes das tarifas públicas, em julho, as projeções de 12 meses dos IPCs tenderão a convergir para a meta de 5,5% de 2004, ficando, pelo menos, dentro da variação de 2,5 ponto percentual para cima.

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