Nova meta de superávit comercial será definida neste mês

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse hoje que vai esperar o desempenho da balança comercial em junho para tomar uma decisão sobre a fixação de uma nova meta de superávit comercial para 2003. "Vou tomar uma decisão no dia 30 de junho e, dependendo da performance do mês, poderemos reavaliar a meta e colocar um desafio adicional", afirmou Furlan.Segundo ele, a meta de crescimento das exportações até o momento é de US$ 8 bilhões, montante já atingido entre janeiro e maio. Neste período, houve aumento de 1% nas importações. "A nossa expectativa é que haja crescimento maior nas importações no segundo semestre, devido a uma leve reativação da economia e também porque alguns setores estão investindo e precisam importar produtos." Segundo Furlan, somente o aumento das exportações este ano de US$ 8 bilhões já garante aumento do PIB de 1,6% neste ano. "Portanto, se o mercado interno não crescer, as exportações garantem a estimativa prevista para o crescimento do PIB para 2003." Reforma agrícolaFurlan disse que espera que a União Européia aprove ainda neste mês de junho os princípios da reforma da política agrícola comum. "Esperamos que ainda dentro da Previdência Grega da União Européia, que vai até fim deste mês, a proposta do comissário Franz Fishler seja aprovada. Com isso, abriríamos espaço para que houvesse também concessões pelos norte-americanos e pelos japoneses na rodada de Doha", afirmou Furlan à AE. Segundo ele, já na reunião preparatória que acontece no Egito, nos dias 20 a 22 deste mês, para a Conferência da OMC em Cancún, no México, poderá haver sinalização da UE em relação à proposta de Fishler. "Porque se não avançarmos na questão agrícola, a tendência é que a reunião de Cancún no México seja um fracasso", explicou.Visita às agências de riscoFurlan encerrou sua agenda hoje em Nova York visitando as três principais agências de classificação de risco: Moody´s, Fitch Ratings e Standard&Poor´s. Segundo Furlan, o objetivo é estabelecer um canal de comunicação com as agências para que os analistas saibam o que está acontecendo na área de comércio exterior no Brasil. "A análise de risco tem levado seriamente em conta a relação entre comércio exterior e dívida. A minha sinalização concreta para as agências é que estamos crescendo em comércio exterior e vamos continuar crescendo. Portanto, os números da relação exportação/dívida vão consistentemente melhorar nos próximos anos", explicou Furlan à AE.

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