ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

Nova meta fiscal é decisão tomada e precisa ser aprovada, diz Maia

No Twitter, o deputado também informou que editou MP para estender o prazo de adesão ao Refis para 29 de setembro

Isadora Peron e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2017 | 18h59

BRASÍLIA - Na cadeira do presidente da República esta semana, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu a aprovação da mudança nas metas fiscais para 2017 e 2018 – para déficit de R$ 159 bilhões – pelo Congresso ainda nesta quarta-feira. "Eu acho que a meta, infelizmente, é uma decisão tomada, e tem que ser aprovada, é importante para que o governo não pare", disse. O rombo previsto inicialmente para 2017 era de R$ 139 bilhões, e  para 2018, R$ 129 bilhões.

Segundo ele, o "plano B" caso a alteração não seja feita será o contingenciamento das despesas, já que o aumento de impostos não será aceito pela população brasileira.

Maia, que inicialmente se posicionou contra a autorização para que o governo pudesse ter um déficit maior neste e no próximo ano, disse que o País precisa entender que não "tem dinheiro para tudo" e defendeu a necessidade de se retomar a articulação pela aprovação da reforma da Previdência.

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"Não há condições de a Previdência, todo o ano, incrementar despesas na ordem de R$ 50 bilhões, R$ 60 bilhões. Se nós não fizermos a reforma da Previdência, se os Estados não fizerem a reforma da Previdência, se nós não reduzirmos os privilégios em todos os Poderes, cada dia que passa nós estaremos discutindo apenas gasto de pessoal e com Previdência e não haverá mais recursos para investimentos", disse.

 

 

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