Nova Missão da FMI chega hoje a Buenos Aires

Uma nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) desembarcará hoje em Buenos Aires com o objetivo de iniciar, formalmente, as negociações do acordo para os próximos três anos. Encabeçada por John Dodsworth, representante do organismo para a Argentina, a missão só será recebida pelo ministro de Economia, Roberto Lavagna, a partir da próxima quinta-feira, quando estará regressando de sua viagem a Montreal, Canadá, iniciada no domingo à noite, onde participa do encontro de ministros da Organização Mundial de Comércio (OMC). Paralelamente ao início das negociações, o governo argentino espera, para as próximas horas, a aprovação da terceira revisão do atual acordo por parte da diretoria do FMI. O atual acordo expirará no dia 31 de agosto e o governo terá que enfrentar um acúmulo de vencimentos da dívida com o FMI no valor de US$ 6 bilhões, no último trimestre deste ano. A equipe técnica argentina espera este novo round das negociações com um clima de otimismo, um rescaldo da disposição demonstrada pelo diretor gerente do FMI, Horst Köhler, durante sua passagem por Buenos Aires, de fechar o acordo, e do apoio manifestado ao presidente Néstor Kirchner em suas viagens à Europa e aos Estados Unidos. O presidente norte-americano, George W. Bush, chegou a recomendar à Kirchner que "negocie até o último centavo com o FMI", antes de fechar o novo acordo. A decisão da diretoria do FMI sobre a revisão do atual acordo será o termômetro real e concreto sobre os ânimos do organismo em relação ao novo acordo com a Argentina: se as negociações serão arrastadas e demoradas ou se serão ágeis e a tempo. "Todos os indicadores públicos e privados de produção física e de confiança dos consumidores apontam para cima. Todas as condições estão dadas", afirmou o ministro de Economia, para quem não haverá maiores complicações para assinar o acordo. Porém, o próprio chefe de Gabinete, Alberto Fernández, reconheceu que "faltam ainda reformas estruturais que devemos levar adiante". O governo tem pressa na assinatura deste novo acordo porque no dia 9 de setembro vencerá uma parcela da dívida com o organismo no valor de US$ 2,9 bilhões.

Agencia Estado,

28 Julho 2003 | 08h43

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