‘EM CRISTALINA, NÃO FICO SEM EMPREGO'

‘EM CRISTALINA, NÃO FICO SEM EMPREGO'

Agronegócios sustenta vagas na região

Renée Pereira (Textos); Sergio Castro (Fotos), O Estado de S. Paulo

02 de janeiro de 2016 | 17h00

A variedade de culturas agrícolas é um dos diferenciais na criação de empregos em Cristalina. A rotatividade dos trabalhadores é enorme. Durante todo o ano, eles migram de uma lavoura para lavoura, colhendo ou preparando a terra para o cultivo. A maranhense Carlícia Gomes da Silva, de 30 anos, por exemplo, ficou apenas dois meses em casa depois da colheita de cebola. Logo foi para a plantação de frutas de Edson Carlos da Silva, onde ganha R$ 60 por dia.

“Aqui não fico sem emprego. Acaba uma plantação e começa outra e sempre tem algo para fazer”, diz a trabalhadora, que mora há 13 anos em Cristalina. Desde que chegou à cidade já fez de tudo um pouco. “Até feijão já arranquei”, conta ela, explicando que foi o trabalho mais duro até agora na lavoura. Na plantação de frutas, a missão de Carlícia é bem mais leve. Todos os dias ela tem de monitorar, um a um, cada pé de uva e enrolar os brotos num arame. É uma atividade manual que exige muito cuidado para não quebrar a videira.

O trabalho é feito em conjunto com a paraense Maria do Socorro da Silva, de 49 anos. Entre um serviço e outro, ela ficou seis meses desempregada, mas o tempo é atribuído ao fato de ainda não conhecer muitos empregadores na cidade. Nascida em Primavera, no Pará, ela chegou à cidade há dois anos em busca de melhores condições de vida. Ex-doméstica, decidiu seguir os passos da irmã que deixou a cidade natal há oito anos para viver em Cristalina. “Lá a gente lutava o mês inteiro para ganhar R$ 250 a R$ 300. Vivo muito melhor aqui.”

Mais perto da família. Cristalina também foi uma saída para a engenheira agrônoma Kheity Cardoso Rodrigues, que queria ficar mais próxima dos pais, que moram em Uberlândia – a 286 km da cidade. Antes de ser contratada pela Brava Agronegócios, a mineira de Patos de Minas trabalhava no norte de Minas Gerais, no Projeto Jaíba, que envolve irrigação e produção de frutas. Mas a distância da família, cerca de 900 km, começou a pesar na decisão de Kheity continuar no trabalho. 

“Mas nem precisei me esforçar muito para conseguir um emprego em Cristalina”, diz ela, que trabalha com fruticultura. Ela conta que, numa conversa com uma amiga, ficou sabendo da procura de Silva por uma profissional na área. “Mandei meu currículo e fui contratada em seguida.” 

Além da parte de produção e cultivo das frutas, Kheity também é responsável pelo trabalho de comercialização. 

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