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Nova plataforma começa a operar após tragédia da P-36

Seis anos depois de um dos maiores acidentes do mundo com petróleo, P-52 inicia produção em Roncador

Irany Tereza e Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

24 de novembro de 2007 | 00h00

Mais de seis anos depois do afundamento da plataforma P-36, num dos maiores acidentes do setor de petróleo do mundo, o campo gigante de Roncador, na Bacia de Campos, começou a operar na sexta-feira com uma de suas plataformas definitivas, a P-52, que terá capacidade total de produção de 180 mil barris por dia. Nessa fase inicial, a produção será de apenas 20 mil barris diários.Descoberto em 1996, com reservas estimadas em 3 bilhões de barris de petróleo e gás, Roncador já deveria estar a plena produção, não fosse o acidente em março de 2001, que deixou 11 mortos. Dois anos depois, em regime extraordinário, uma plataforma menor, o navio de estocagem FPSO Brasil, com capacidade para 90 mil barris diários, foi deslocada para o campo, onde fica hoje o poço produtor recordista de águas profundas na América Latina, a 1.884 metros de profundidade.Com a entrada em operação da P-52 e da P-54 - próxima plataforma que será instalada no campo -, cada uma com capacidade de produzir 180 mil barris por dia, o campo terá até meados do ano que vem um salto em sua produção dos atuais 80 mil barris/dia para algo em torno de 400 mil, volume quase equivalente ao que é produzido hoje no maior campo de Marlim, maior produtor brasileiro, também na Bacia de Campos.Está prevista uma nova plataforma, a P-55, também para 180 mil barris, atualmente em fase de licitação, para entrar em operação em 2013. O campo de Roncador, dividido em quatro módulos que seguem as diferentes classificações de qualidade de óleo encontrados na jazida, numa área de 111 quilômetros quadrados, é um importante componente para a manutenção da auto-suficiência brasileira na produção de petróleo.QUESTIONAMENTOAs plataformas de Roncador entram em operação num momento em que o Tribunal de Contas da União (TCU) questiona as revisões contratuais que elevaram os preços dos equipamentos por causa da desvalorização cambial e do aquecimento do mercado mundial de petróleo.Na semana passada, em decisão liminar, o TCU, que havia determinado em outubro a suspensão do repasse de US$ 180 milhões aos estaleiros responsáveis pela construção da P-52 e da P-54, decidiu aceitar parcialmente os argumentos da Petrobrás.Relator do processo, o ministro do TCU, Augusto Nardes, promoveu uma "reforma parcial da cautelar", o que, segundo fontes da Petrobrás, representou um corte pela metade da quantia retida pelo tribunal.No despacho, o ministro informou que estava mantendo "tão-somente a suspensão dos pagamentos decorrentes da variação de preços de insumos face à inflação, uma vez que a fórmula de repactuação adotada pela Petrobrás não tem natureza de reequilíbrio econômico-financeiro".

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