Nova plataforma P-43 deve ficar pronta até agosto

A plataforma de produção de petróleo P-43, que está sendo construída no Estaleiro Mauá pela empresa americana Halliburton, deve deixar o estaleiro entre julho e agosto e seguir para o campo de Barracuda, na Bacia de Campos, onde produzirá até 150 mil barris por dia. A informação foi dada pelo gerente executivo de engenharia da Petrobrás, Pedro Barusco Filho. Ele disse ainda que a P-48, construída pela mesma empresa no estaleiro Verolme, em Angra dos Reis, seguirá para o campo de Caratinga, também em Campos, entre setembro e outubro. A P-48 terá a mesma capacidade da P-43.As duas unidades são imprescindíveis para que o País atinja a meta de auto-suficiência na produção de petróleo ainda em 2006. Depois que chegarem aos respectivos campos, as plataformas ainda levarão dois meses para produzir o primeiro óleo, disse o executivo.Segundo ele, este é o tempo necessário para a preparação e a interligação das unidades com os poços produtores. Petrobrás e Halliburton se reúnem amanhã para decidir a data extata de saída das plataformas dos estaleiros rumo aos campos produtores.São os maiores projetos a entrarem em produção comercial desde o campo de Roncador, na Bacia de Campos, área do naufrágio da plataforma P-36 em março de 2001.P-51 e P-52Pedro Barusco Filho garantiu também que o cronograma de construção das plataformas P-51 e P-52 ainda não foi afetado pelo impasse envolvendo o proprietário e os operadores do estaleiro Verolme, as Indústrias Verolme Ishibrás (IVI) e o consórcio Fels Setal, respectivamente. As duas empresas estão discutindo sobre obras de ampliação no estaleiro, necessárias para a construção das plataformas. Barusco disse acreditar que as duas partes cheguem a um consenso a tempo de realizar as obras. "Já falei com os operadores do estaleiro e eles disseram que haverá acordo", afirmou. A Fels Setal planejou a ampliação do estaleiro, mas o investimento está sendo contestado na Justiça pela IVI. Segundo o contrato de arrendamento, a proprietária das instalações tem que avalizar qualquer obra de grande porte.

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