Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Nova política criará preço fixo do diesel por 30 dias, mas não impede aumento na bomba

Até o fim do ano, governo prevê gastar R$ 4,9 bilhões com nova política

Fernando Nakagawa, Julia Lindner, Lu Aiko Otta e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 23h43

BRASÍLIA- A nova política de preços para o diesel prevê duas realidades diferentes para o preço do diesel: uma até a porta da refinaria e outra fora das refinarias. A partir de agora, o preço do combustível será ajustado apenas a cada 30 dias – e não mais diariamente – quando deixa a refinaria.

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Durante o mês, continuará sendo feita a conta da variação diária do preço dentro da refinaria conforme os parâmetros da Petrobras e caberá ao governo bancar essa diferença para que o caminhoneiro não seja prejudicado pelo sobe-e-desce dos preços.

Até o fim do ano, o governo prevê gastar R$ 4,9 bilhões com essa política. O valor usa como referência a conta feita pela própria Petrobrás de que a manutenção do preço do diesel com desconto de 10% por 15 custa R$ 350 milhões. Ou seja, R$ 700 milhões por mês. Essa compensação ocorrerá uma vez por mês e também será feita quando o preço cair, o que gerará crédito para a União.

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O governo não deu um prazo para o fim dessa política, mas o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, mencionou que haverá previsão orçamentária até dezembro. Ou seja, preços com reajuste mensal até o fim do ano. Ele ressaltou que a política não impede o aumento de preços e só dá mais previsibilidade para os reajustes.

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Durante o anúncio, o ministro Guardia ressaltou o compromisso já anunciado do governo em reduzir a Cide do diesel. A alteração da alíquota, porém, só será adotada quando o Congresso aprovar o projeto de reoneração da folha de pagamento.

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