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Nova presidente do Santander aposta na retomada do crescimento do Brasil

Ana Patricia, filha e sucessora de Emilio Botín no comando do banco mais importante da Espanha, aposta que as exportações agrícolas, o setor de energia e construção para a classe média vão tirar o Brasil da recessão

Agência Estado

15 de setembro de 2014 | 09h13


MADRI - Em seu primeiro evento oficial como presidente global do Santander, Ana Patricia Botín, filha Emilio Botín, falecido na semana passada, elogiou o potencial do mercado brasileiro e disse esperar ver crescimento das exportações agrícolas, do setor de energia e da área de construção para a classe média do País. 

"Esses fatores nos dão confiança na atratividade da economia brasileira e que o Brasil vai superar o período de desaceleração econômica que enfrenta no momento", disse Ana Patricia.

A nova presidente doa banco espanhol prometeu aos acionistas continuar o trabalho de seu pai, Emilio Botín, que foi presidente do Santander por quase 30 anos antes de sofrer um ataque cardíaco fatal na última quarta-feira.

Há menos de um mês, o Santander demitiu um analista que distribuiu uma análise a clientes dizendo que a reeleição de Dilma Rousseff seria uma catástrofe para a economia brasileira. O texto afirmava que se a presidente subir ou se estabilizar nas pesquisas de intenção de voto, o câmbio se desvalorizará e a bolsa reverterá parte das altas recentes.

Na reunião desta segunda-feira, 15, os acionistas do Santander aprovaram uma proposta de aumento de capital para a compra da participação de 24,75% que o banco espanhol ainda não possui na subsidiária brasileira.

Apesar da aprovação, alguns acionistas haviam se queixado da oferta de compra quando o Santander a anunciou, em abril. 

Alguns deles alegam que o banco os colocou numa situação difícil. Não aceitando a oferta, os acionistas ficariam com ações sem liquidez e difíceis de vender. Por outro lado, ao concordar com a proposta, eles vendem as ações num momento em que, segundo acreditam, o preço do papel está para se recuperar.

A subsidiária brasileira é responsável por cerca de 20% do lucro líquido do Santander, fatia semelhante à da unidade britânica do banco.  Fonte: Dow Jones Newswires.

Leia também: 13 coisas que explicam o sucesso de Emilio Botín

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