Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Nova previsão para PIB do Brasil já vai levar em conta eleição de Trump, diz Meirelles

Equipe econômica sinalizou que projeção deve apontar um crescimento ao redor de 1% em 2017, ante uma previsão inicial de alta de 1,6%

Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2016 | 18h17

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a nova previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2017, que será anunciada na semana que vem, já vai levar em conta os efeitos da vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.

"No momento que tivermos o número, logo no início da semana que vem, vamos divulgar imediatamente", disse Meirelles a jornalistas nesta quinta-feira após fazer reunião com investidores. A previsão inicial da Fazenda era de expansão de 1,6% do PIB em 2017, mas o número deve ser reduzido. A equipe econômica sinalizou um crescimento ao redor de 1%.

Para explicar os motivos de revisão para baixo do PIB brasileiro, Meirelles fez uma analogia da crise atual com outras crises que o País enfrentou, especialmente a de 2008, quando ele estava na presidência do Banco Central. A crise atual começou a ser combatida em maio, quando o presidente Michel Temer assumiu o Planalto. "Foi quase dois anos depois que começou."

Já a crise de 2008, disse Meirelles, foi "duríssima", mas combatida muito rapidamente e de forma "forte". "O PIB brasileiro caiu mais de 13% em termos anualizados em um trimestre. Foi muito dura, mas reagimos muito rapidamente." Assim, quando o Brasil voltou a crescer, as empresas estavam saudáveis, o que ajudou na retomada.

Como a crise atual demorou muito tempo para ser combatida, Meirelles afirmou que a saúde geral da economia ficou mais deteriorada e várias empresas, com problemas financeiros e em recuperação judicial. "Tudo isso demora um pouco de tempo pra retomar, mas já está em andamento. É uma recuperação sólida e gradualmente vai aumentar a taxa de crescimento, principalmente porque estamos trabalhando em outras reformas, como em infraestrutura."

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