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Nova proposta de reestruturação da Oi agrada mercado

Segundo analista do Bradesco, reestruturação societária de três companhias dará mais liquidez aos papéis

Mônica Ciarelli / RIO e Beth Moreira / São Paulo, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 00h00

Depois de três tentativas fracassadas, o grupo Oi anunciou ontem uma nova proposta de reorganização societária. Desta vez, o modelo apresentado agradou o mercado financeiro, o que fez as ações da companhia dispararem na Bolsa de Valores de São Paulo. A proposta vem às vésperas da definição de um novo presidente para a companhia. Os sócios controladores da Oi já estão praticamente fechados em torno do nome de Francisco Valim, ex-presidente da Net, para substituir Luiz Eduardo Falco, que deixa o grupo até 30 de junho.

Atualmente, a base de acionistas do grupo está dividida em três companhias abertas e sete diferentes classes de ações. A proposta é unificar os papéis do grupo em uma única empresa, com dois tipos de ações. A surpresa ficou por conta da escolha da Brasil Telecom para concentrar todas as participações das empresas da Oi.

O que mais agradou os analistas foi a forma como a nova proposta foi apresentada ao mercado financeiro, priorizando a governança corporativa. Para o analista de telecomunicações do Bradesco, Luís Azevedo, chamou atenção a formação de comitês independentes para estabelecer a relação de troca entre as ações do grupo, a exemplo do que já fizeram outras empresas do setor, como a Vivo.

Além disso, o analista do Bradesco pontua que a reestruturação societária de três companhias dará mais liquidez ao papel do grupo. Em relatório, analistas do BTG Pactual destacaram ainda que o anúncio feito sugere que a relação de troca deverá ser próxima ao preço de mercado atual. "Isso indica que o comitê deverá aprovar uma relação de troca similar aos preços praticados atualmente no mercado", avaliam.

Minoritários. Já os acionistas minoritários da Oi adotaram postura mais defensiva para analisar a operação. "A forma como a reestruturação foi apresentada é boa. Resta saber agora o conteúdo que está por vir", disse um minoritário, que preferiu não se identificar.

Segundo outro minoritário, a principal preocupação é saber se o comitê independente não vai sofrer pressão do grupo para promover uma relação de troca mais favorável aos controladores, como no passado. Para ele, o grupo concentrou nas ações da Brasil Telecom todos os papéis para se beneficiar de ganhos fiscais. Pelo modelo, as sete ações vão se transformar em duas, o que tende a dar mais liquidez aos papéis.

A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) também adota uma postura cautelosa ao tratar do tema. O superintendente da entidade, Edison Garcia, lembra que é preciso conhecer melhor qual será a metodologia de trabalho que os comitês independentes vão adotar no processo. "Há algumas variáveis que precisam ser conhecidas para que se possa opinar melhor", afirmou.

Um desses temas, diz, é a questão de como será tratado o passivo da BrT, descoberto em 2010, principal causa do última tentativa fracassada de reestruturação societária, no ano passado. Em janeiro de 2010, o Grupo Oi informou ao mercado que havia elevado de R$ 1,29 bilhão para R$ 2,5 bilhões o passivo da BrT referente a antigos planos de expansão do sistema Telebrás.

A primeira proposta de simplificar a estrutura societária do grupo ocorreu em 2006, quando a Oi chegou a fechar a casa de show Scalla no Rio para realizar uma assembleia de acionistas. Mas o grupo não conseguiu a aprovação necessária dos minoritários.

Recusa

Na primeira vez em que a Oi tentou uma reestruturação societária, chegou a fechar uma casa

de shows no Rio para a assembleia de acionistas. Mas o esforço não deu resultado.

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