Nova rede móvel de internet demandará troca de chip nos celulares
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Nova rede móvel de internet demandará troca de chip nos celulares

Smartphones com a tecnologia 5G estarão disponíveis para compra ainda este ano

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2021 | 08h00

As primeiras redes 5G standalone (frequências exclusivas) devem começar a funcionar nos próximos dias na faixa de 3,5 GHz nas capitais brasileiras de maior população. De acordo com Márcio Carvalho, CMO da Claro, a implantação da denominada quinta geração pura vai marcar o início da construção de um ecossistema dedicado de aplicações e serviços.

“Quando tivermos o core da rede standalone, precisaremos de um chip novo no celular”, informou. “Aí já haverá uma logística adicional, e evoluiremos os planos conforme a gente tiver maturidade nas aplicações”, complementou.

Enquanto a rede de frequência exclusiva não é implementada, os planos que possuem acesso integrado poderão operar no 5G. Os planos em frequências compartilhadas com o 4G funcionam há pouco mais de um ano em algumas áreas das cidades de Belém, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Santos e São Paulo.

“Atualmente, a pessoa, tendo um terminal compatível, não precisa trocar chip, nada disso, para acessar o 5G”, explica o executivo. “Já é uma experiência de muito maior velocidade, por meio da tecnologia chamada DSS (compartilhamento dinâmico de frequências).”

Em áreas como a Avenida Paulista, por exemplo, com o 5G DSS, já é possível obter velocidades de navegação superiores a 150 MBps, mais do que a entregue por um bom plano de banda larga residencial, mas ainda aquém dos 2 GBps que o 5G puro é capaz de entregar.

A expectativa é a de que, acompanhando o crescimento do parque de terminais, a operadora passe a oferecer pacotes 5G direcionados, valendo-se das características de ‘fatiamento’ da rede (network slicing). Na prática, o 5G permite a existência de “redes dentro da rede”. Por exemplo, entregará mais velocidade quando houver a necessidade de assistir a um conteúdo por streaming. Também entregará menos latência para uso na medicina, Indústria e nas cidades inteligentes.

Outra aposta é a conectividade de alta velocidade suporte, o chamado metaverso, ambiente que mescla experiências reais e virtuais aplicadas por dispositivos conectados, grande aposta de grandes empresas de tecnologia, como a Meta, segundo o executivo. “Isso precisa de muita capacidade porque até hoje não existiu, por conta das restrições. Então o 5G abre uma nova possibilidade”, conclui Carvalho.

Somente sete capitais estão aptas para receber o 5G

Diferenças nas legislações municipais que versam sobre a instalação das estações de rádio-base (ERB), conectadas aos rádios e torres com antenas para a emissão dos sinais das redes móveis, têm que ser revistas o mais rapidamente possível para que a infraestrutura que colocará o 5G no ano esteja implementada de acordo com os prazos previstos.

Essa pauta é defendida não só pelas operadoras, mas também pelo Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as principais empresas de telecomunicações e de conectividade. Levantamento feito pela entidade mostra que apenas sete das 27 capitais estão preparadas para a chegada do 5G, no sentido de estarem mais próximas da Lei Geral de Antenas, esta federal.

“É um movimento ainda pequeno das cidades, porém positivo. Mas as outras cidades não estão paradas, e sim trabalhando para avançar nessa legislação. Porém, o processo precisa ser rápido”, diz Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis Brasil Digital.

O tamanho de uma antena 5G é pequeno, menor do que um split de ar-condicionado, por exemplo – como as frequências são mais altas, as antenas são menores. Só que o alcance das ondas também acaba sendo menor, por isso a necessidade de mais estrutura.

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