Nova regra favorece meta de condomínios

Uma circular da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), publicada em 29 de agosto, beneficiou cerca de 4 mil condomínios residenciais no Estado de São Paulo. "Isso representa 10% dos 40 mil condomínios do Estado", afirmou o vice-presidente de Condomínios e Relações Trabalhistas do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis Residenciais e Comerciais do Estado (Secovi-SP), Benjamim Souza da Cunha. A Circular nº 052/01 modifica a Resolução nº 4, de 22 de maio, e estabelece mudanças nos critérios de cálculo de metas para as áreas comuns de condomínios residenciais.O documento determina que o cálculo "deve considerar os consumos de áreas de uso comum e/ou de outras áreas sob responsabilidade do condomínio, mesmo que o fornecimento de energia elétrica a tais áreas seja efetuado através de diferentes entradas de serviço ou diferentes medidores da concessionária". Segundo Cunha, são comuns os casos em que as áreas comuns de um condomínio apresentam diversos relógios para leitura. Por exemplo: um relógio mede o consumo dos elevadores; outro, da iluminação comum e do consumo das bombas de piscina. Também ocorre que um mesmo condomínio contenha duas ou mais torres, com relógios distintos para medição da energia de áreas comuns.Antes da circular, a redução de consumo era calculada para cada relógio, gerando distorções. Assim, era possível obter grandes economias, no medidor dos elevadores, por exemplo, e estourar a meta na iluminação externa. "Na prática, a decisão da Câmara permite compensar o consumo entre os vários relógios do condomínio", disse Cunha. A distribuidora só poderá cortar a energia se a soma do consumo de todos os relógios de áreas comuns do condomínio exceder à meta de economia.

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