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Nova relação com EUA ajuda investimento da Petrobras, diz Irã

Segundo ministro iraniano, americanos frearam os projetos da empresa brasileira no país durante a era Bush

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo

16 de março de 2009 | 08h43

O governo do Irã espera que um novo comportamento do  governo americano em relação à Teerã facilite os investimentos da  Petrobras no país do Oriente Médio. "Esperamos que as novas  condições abram novas possibilidades para a Petrobras", afirmou o  ministro de Petróleo do Irã, Gholam Nozari, em reuniões em Genebra. Segundo ele, foram os americanos quem frearam os investimentos nos últimos anos da Petrobras em seu país. "Os Estados Unidos não queriam (os projetos da empresa brasileira no Irã)", afirmou.

 

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Teerã, com problemas econômicos cada vez mais profundos, busca novos  parceiros internacionais para tentar manter seus investimentos na  exploração de seus recursos naturais. O Irã vem sendo pressionado  pela Europa e Estados Unidos diante de um temor de que Teerã esteja  desenvolvendo um programa nuclear. Sanções foram estabelecidas e  Washington, durante os anos de George W. Bush, passou a apelar para  que governos de vários países a não fechar acordos de petróleo com o  Irã. Entre os alvos da Casa Branca está a Petrobras. O presidente  Luiz Inácio Lula da Silva chegou a declarar que nenhum país pressionaria o Brasil em seus acordos internacionais.

O presidente Barack Obama já indicou que está disposto a dialogar com o Irã. "Já tivemos discussões com a Petrobras no passado. Se as  condições políticas melhorarem, esperamos que a empresa possa  investir no país", disse o ministro. Ele garantiu que Teerã também  está disposto a dialogar com os Estados Unidos. Mas não explicou quais seriam as bases do diálogo.

Para Teerã, a pressão da Casa Branca fez com que as negociações com a Petrobras fossem retardadas, ainda que a empresa alegue que parte dos problemas era a falta real de interesse pelas reservas do país.

Segundo as autoridades iranianas, existem duas negociações sobre a mesa com a Petrobras. A primeira é a negociação direta com o governo para a exploração de uma reserva no Mar Cáspio. Outro ponto na agenda bilateral é um bloco no Golfo Pérsico, que já está com a Petrobras mas que ainda não foi explorado.

Mas o ministro de Petróleo do Irã, Gholam Nozari, não perde as  esperanças. "Queremos muito um acordo com a Petrobras", afirmou o iraniano.  O governo iraniano explicou ao Estado que sua estratégia é a de  estabelecer o maior número de acordos possíveis com empresas  estatais de outros países. O plano é de substituir as multinacionais por empresas nacionais. Portanto, um acordo com a Petrobras seria  bem recebido. "Queremos ter um papel maior no fornecimento de  petróleo no mundo", disse o ministro.

Desabastecimento

Com reservas de 138 bilhões de barris de petróleo, O Irã é a segunda potência mundial no setor e só perde para Arábia Saudita. Mas, sem investimentos em refinaria, a produção não é suficiente nem para abastecer o mercado local de gasolina.

O próprio governo admite que precisará de investimentos de US$ 141  bilhões nos próximos dez anos e espera que metade venha de empresas  estrangeiras. O Irã iniciou até mesmo um programa de privatização de  algumas áreas do setor, mas com vendas de ações na Bolsa de Teerã.

Para Nozari, o Irã precisa da tecnologia nuclear como forma de garantir o abastecimento de energia a 17 milhões de pessoas. Americanos e europeus temem que o uso da energia seja transformado para a construção de uma bomba atômica.

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