Nova tendência conquista os investidores
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Nova tendência conquista os investidores

Com Selic em baixa, fluxo do dinheiro se altera

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2021 | 07h30

Ao redor de 5 milhões de pessoas passaram a usar os fundos como forma de investimento em 2020, segundo estudo realizado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). É o investidor brasileiro buscando sair da velha e não mais a boa poupança.

“Impulsionado pela taxa de juros mais baixa, o investidor brasileiro percebeu que precisava buscar alternativas, que vão desde Bolsa de Valores até outros tipos de investimentos não triviais”, diz Thiago Andrade, sócio da Athena Investimentos. Ele afirma que investimentos ilíquidos, que não podem ser repassados rapidamente, como fundos imobiliários, private equity, investimentos internacionais e até fundos que investem em precatórios, começam a ganhar destaque entre os brasileiros. “É necessário ter cuidado ao investir em fundos ilíquidos porque eles têm alto risco, mas se um deles dá certo, o investidor pode ganhar muito dinheiro”, afirma ao lembrar que normalmente o valor é dividido por diversos fundos e empresas para tentar minimizar o impacto do risco.

“Depois de alguns anos com a Selic (taxa básica de juros) baixa, o investidor já percebeu a necessidade de diversificar – Bolsa de Valores, fundos multimercados e imobiliário já estavam aquecidos no pré-pandemia – e já havia uma diversificação nacional dos investimentos”, diz Rogério Januário Calabria, superintendente de Produto de Investimento do Itaú Unibanco. “Agora estamos vendo a diversificação internacional relacionada aos ativos. Internacional é uma tendência consolidada, pessoas estão olhando e tem muita coisa para desbravar”, diz. “Essa segunda onda de diversificação é uma tendência do momento econômico que estamos vivendo”, considera o executivo. Com a inflação alta, os investimentos atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) têm tido um grande apelo, com os clientes buscando esse tipo de proteção, seja por meio de fundos ou Tesouro Direto, por exemplo, lembra o executivo. “A terceira tendência é a recuperação do mercado de crédito, que remunera Certificados de Depósitos Interbancários (CDI) e mais alguma coisa. Fundos de crédito e outros ativos relacionados a crédito costumam ter uma performance mais atraente”, diz.

Segundo Luiz Felipe Fernandes, diretor da Constância Investimentos, “os fundos de ações ganharam destaque nos últimos três anos e há estratégias e alternativas diferentes que devem ser consideradas pelos investidores”, afirma.

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