Nova Varig define destinos internacionais que serão prioridade

A nova Varig já definiu sete destinos internacionais que atenderá com prioridade assim que receber a concessão de transporte aéreo. A informação é do diretor de vendas internacionais da empresa, Marcelo Bottini. Segundo o executivo, após a autorização, a companhia vai retomar, em 180 dias, vôos para o México, Peru, Venezuela e Inglaterra. Numa segunda etapa, o objetivo é voar para Chile, Estados Unidos e Portugal. Por enquanto, a Varig só está atendendo Frankfurt, Caracas e Buenos Aires.Os destinos internacionais da Varig são atendidos por meio de seis aviões, da frota total de 14. Bottini, no entanto, explica que essas seis aeronaves destinadas para o mercado externo também acabam sendo reaproveitadas para rotas nacionais.O executivo, que era presidente da companhia, lembra que o objetivo é comprar mais 50 aviões. A VarigLog, nova controladora da Varig, já entregou uma carta-consulta para obter um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de comprar aviões da brasileira Embraer, e informa que também está em conversas com outros dois fabricantes de jatos, a Boeing e Airbus.A legislação do setor prevê que rotas domésticas que não sejam operadas por 30 dias e as internacionais por 180 poderão ser cancelados. Na prática, a nova Varig alega que este prazo não pode correr, já que ela ainda não foi autorizada como empresa áerea, com o recebimento de um certificado específico do setor, que a autoriza a voar, chamado Cheta.Para a especialista em direito concorrencial e economista do Ipea, Lucia Helena Salgado, o prazo de 180 dias é tempo demasiado num mercado dinâmico. Ela cita que o "tempo econômico" é mais rápido do que o prazo jurídico e, nesse sentido, rapidamente ou as empresas aéreas concorrentes conseguem aumentar a oferta e ocupam espaço, como vêm fazendo as companhias estrangeiras, ou há uma crise de oferta.Nesses dois casos, indica a especialista, o consumidor acaba sendo prejudicado num momento de crise, porque pode haver uma concentração de oferta com poucas empresas, o que reduz a competição e a possibilidade de preços melhores, e pelo risco de perda imediata de "bem estar", quando a oferta não é capaz de atender a demanda remanescente.

Agencia Estado,

13 de setembro de 2006 | 19h48

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