Novartis demitirá 2,5 mil empregados nos próximos dois anos

Empresa, que tem 100 mil funcionários no mundo, não dá garantias de que Brasil não será atingido pelos cortes

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

13 de dezembro de 2007 | 18h59

A Novartis demitirá 2,5 mil empregados nos próximos dois anos em todo o mundo diante do crescimento mais lento que o esperado na venda de remédios diante da concorrência dos produtos genéricos e da demora em colocar no mercado produtos de ponta. Segundo a empresa, que conta com cerca de 100 mil funcionários em todo o mundo, ainda não pode dar garantias de que Brasil não será atingido pelos cortes. 2007 não tem sido um ano positivo para as maiores empresas farmacêuticas do mundo. A americana Pfizer já anunciou que cortaria 10 mil postos de trabalho. O mesmo fez a AstraZeneca. Já a GlaxoSmithKline também fará demissões para economizar mais de US$ 1,4 bilhão.  A Novartis acredita que a medida irá economizar US$ 1,6 bilhão de seus cofres até 2010, mas os mais críticos já alertam que apenas inovações em termos de tratamento poderão solucionar a crise envolvendo o lançamento de novos produtos.  Segundo o setor farmacêutico, um número importante de remédios até agora patenteados perderá sua proteção nos próximos dois anos, afetando vendas que somariam cerca de US$ 10 bilhões para as empresas. Esses produtos terão de concorrer com medicamentos genéricos.  Para deixar a situação mais crítica, as apostas de algumas empresas em termos de novos tratamentos ainda não conseguiram chegar ao mercado. Esse foi o caso do Galvus, remédio para diabete que teve sua introdução no mercado adiada. Outros produtos, como o Prexige, não conseguiu aprovação.  O anúncio fez com que as ações da Novartis sofressem uma queda de 0,4% na bolsa de Zurique nesta quinta-feira. No total, a queda já acumula 9,2% em 2007. Segundo um comunicado divulgado pela empresa, o primeiro semestre de 2008 será marcado por um impacto negativo gerado pela unidade de produção de medicamentos nos Estados Unidos.  Por isso, para acelerar o crescimento, a empresa prevê redução no números de funcionários. "Isso irá simplificar nossa organização e redesenhar a forma pela qual trabalhamos", afirmou Daniela Vasella, presidente da Novartis.

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