Novas condições para compra de imóvel novo

A Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou algumas mudanças aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Condefat) nas linhas de crédito do FAT-Habitação destinadas à compra de imóvel novo e na planta, que poderão facilitar a liberação do financiamento. Uma das mudanças foi a ampliação do prazo de pagamento do empréstimo, que antes era de 14 anos, para 17 anos. O limite máximo de financiamento permanecerá em R$ 150 mil, mas o valor do teto de avaliação do imóvel foi ampliado de R$ 300 mil para R$ 450 mil, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Salvador, e para R$ 350 mil nas demais regiões do País. No financiamento de recursos destinado à compra de imóvel na planta, o mutuário pagará os juros definidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que atualmente está em 10% ao ano, mais uma taxa fixa de 4% ao ano. Na aquisição de imóveis novos, os juros cobrados também são pela TJLP, mais uma taxa de 5,5% ao ano.Caixa espera aquecer mercadoA expectativa do mercado é que a abertura de crédito imobiliário para a compra de imóveis usados pelo programa FAT-Habitação, da Caixa Econômica Federal, reaqueça os negócios nos programas voltados para o financiamento de imóveis novos ou em construção, que, mesmo com a disponibilidade de crédito, estavam sendo pouco procurados. Na análise de Sílvio Renato Gomes Diz, gerente de Mercado da Caixa, a procura por financiamento para aquisição de unidades novas deve aumentar à medida que os imóveis usados forem sendo vendidos. Ele explica que, para comprar o imóvel novo, muitas vezes o interessado precisa vender primeiro o imóvel que já tem, usado, para completar o dinheiro da entrada e financiar o restante, até porque o banco não empresta o valor integral de avaliação do bem. No caso de imóvel novo, o mutuário poderá obter até 80% do valor de avaliação da unidade e, na planta, até 90%. Veja no link abaixo as novas condições para a compra de imóvel usado pela nova linha de financiamento da Caixa para a classe média.

Agencia Estado,

29 de julho de 2002 | 14h30

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