carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Novas medidas devem vir depois da viagem de Dilma à Índia, diz Skaf

Presidente da Fiesp deve se encontrar com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na próxima semana, para discutir a situação preocupante da indústria de transformação

Lu Aiko Otta e Iuri Dantas, da Agência Estado,

22 de março de 2012 | 15h24

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que receberá o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião na próxima segunda-feira, em São Paulo, para detalhar novas medidas a serem anunciadas pelo governo nos próximos dias. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff determinou ao ministro Mantega que preparasse medidas de incentivo à indústria para ela anunciar na volta da viagem à Índia, prevista para a semana que vem.

Para Skaf, a reunião com a presidente Dilma e vários empresários teve como saldo positivo o fato de o governo ter sido convencido que há um problema sério localizado no desempenho da indústria de transformação.

"A presidente se convenceu que tem um filho enfermo, que é a indústria de transformação", disse Skaf, ao deixar o Palácio do Planalto. Segundo o presidente da Fiesp, esse segmento da indústria cresceu apenas 0,1% no ano passado, enquanto a indústria como todo registrou expansão de 1,6%.

Ele acrescentou que outros setores, como o financeiro, as empreiteiras e a mineração, vão bem. Porém, é na indústria de transformação que estão os melhores empregos e é também esse segmento o responsável pelo recolhimento de 37% do bolo de impostos do País.

Skaf comentou que a decisão do governo de desonerar a folha de alguns setores é boa, porém não é possível que a tributação seja transferida para o faturamento. "Tira os 20% da folha e não compensa em lugar nenhum", sugeriu.

Ele comentou que há um problema no câmbio, pois a atual taxa de R$ 1,80 é a mesma do ano 2000, porém, destacou, nos últimos 12 anos, ocorreu uma inflação de 112%. "Portanto, há uma distorção". Skaf sugere que o Reintegra, programa que devolve aos exportadores 3% do valor exportado, seja elevado para compensar parcialmente esses problemas do câmbio. Ele pediu também mais agilidade na área de defesa comercial e a redução dos juros e do spread bancário.

Na avaliação de Skaf, a conversa com a presidente Dilma foi muito positiva, pois ela deu oportunidade a todos os empresários de falar e apresentar críticas e sugestões. Segundo o empresário, o ministro Guido Mantega e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, tiveram apenas cinco minutos para falar cada um, enquanto os empresários puderam falar pelo tempo que consideraram necessário.

Essa mesma impressão foi transmitida pelo presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal. Segundo ele, a presidente Dilma "mais ouviu do que falou".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.