Novas opções em fundos de capital garantido

Indicados para investidores conservadores, mas que desejam ter algum investimento em ações, os fundos de capital garantido vêm recebendo algumas críticas de especialistas. A grande queixa é que esses fundos só pagam parte do ganho com as ações, em geral entre 25% e 35% da valorização. Isso ocorre porque, para garantir o capital investido, a parcela destinada para o segmento de renda variável também diminuiu. Veja a explicação: o ganho desses fundos está atrelado ao percentual destinado às operações no mercado de derivativos. Se o investidor aplicar R$ 100,00 e o CDI projetar 1,47%, a fatia destinada a contrato de opções será de apenas R$ 1,47, levando em consideração que a carência seja de um mês. Como os juros caíram, essa parcela diminuiu e a participação na valorização da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também. Novos fundos garantem 95% do capital investido Esse foi um dos motivos que incentivaram alguns gestores a criar novos produtos. O mercado já começa a oferecer opções para quem tolera correr o risco de perder até 5% do investimento, em caso de queda da Bolsa, em troca da possibilidade de ganhar de 85% a até mais de 100% da alta do mercado acionário se isso ocorrer no período de investimento. São os fundos de capital protegido denominados "95", que garantem, após um período de carência, 95% do capital aplicado.Comparados com as tradicionais carteiras da modalidade, esses novos produtos podem destinar uma parcela maior dos recursos ao mercado de ações para alavancar seu ganho. Em compensação, o risco é maior. Os tradicionais garantem 100% do capital, em caso de queda da Bolsa, mas oferecem um percentual de ganho não superior a algo entre 25% e 35%, se ocorrer a alta.A nova versão do produto já foi adotada pelo Pactual. O lançamento ocorreu quarta-feira, com aplicação mínima de R$ 50 mil. O Citibank também aderiu e o início de captação está previsto para o dia 28, com aplicação mínima negociada com o gerente. Veja mais informações sobre os fundos de capital garantido no link abaixo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.