Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Novas regras para resseguros devem sair em 15/12

O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) deverá divulgar no dia 15 de dezembro as normas regulamentando a abertura do mercado brasileiro de resseguros para o setor privado. Resseguro ou resseguradora é um tipo de empresa que faz seguro para as seguradoras.A previsão é que as normas entrem em vigor 120 dias após a publicação do novo regulamento no Diário Oficial, quebrando o monopólio do IRB-Re Brasil Resseguros de quase 70 anos. O IRB-Re Brasil, empresa estatal controlada pelo Ministério da Fazenda, foi fundado em 1939 e tem receitas anuais em torno de R$ 3,4 bilhões, figurando na 64ª posição entre as maiores resseguradoras do mundo. O processo de audiência pública, com sugestões do mercado, foi encerrado na sexta-feira passada, segundo informações da Superintendência de Seguros Privados (Susep).Para o coordenador de análises estratégicas do IRB-Re Brasil, Pedro Arthur Sant''Anna, deverão surgir novas oportunidades de negócios no Brasil, com a vinda de novas companhias para o País. E dependendo da regulamentação final, as mudanças serão ainda mais acentuadas. "Se for possível fazer resseguros de seguro-saúde, por exemplo, o mercado dobra de tamanho de imediato", observou.Atualmente o seguro-saúde é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e abrange empresas como as cooperativas de médicos (unimeds), Amil ou Golden Cross. Segundo a ANS há cerca de 1.000 empresas no País que oferecem planos de saúde suplementar e esses planos não podem ser ressegurados. As atividades de seguros ficam na órbita da Superintendência de Seguros Privados (Susep), ligada ao Ministério da Fazenda, enquanto a ANS é vinculada ao Ministério da Saúde."Em princípio, se haverá mais concorrentes, a teoria diz que os preços podem cair", comentou Sant''Anna, sem avançar se essa tendência será forte já a partir do ano que vem, como prevêem outros especialistas do setor. De qualquer forma, há uma tendência de queda dos preços no mercado internacional, disse Sant''Anna.

ALAOR BARBOSA, Agencia Estado

22 de novembro de 2007 | 17h08

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.