Valter Campanato/Agência Brasil
Valter Campanato/Agência Brasil

Novo acordo comercial do Mercosul é abrangente e envolve tarifas, diz secretário

O secretário lembrou que o Mercosul continua negociando outros acordos com a Coreia do Sul, Singapura e Canadá, entre outros

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2019 | 19h14

O secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse que o acordo firmado entre o Mercosul e a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA, na sigla em inglês) é "bastante abrangente" e envolve desde redução de tarifas a facilitação de serviços e investimentos.

"É mais um passo decisivo no processo de inserção econômica internacional do Brasil e de abertura comercial. Isso não apenas expande os nossos mercados de destino como ajuda na recepção de investimentos de qualidade", afirmou.

De acordo com o secretário, o Brasil será beneficiado, principalmente, com o acesso privilegiado a exportações de carne bovina, frango, milho, café, frutas e suco de frutas para os países do bloco. "Além disso, vamos integrar nossa economia a cadeias de valor bilaterais, regionais e globais, além de ter acesso a licitações nos mercados do Efta", completou.

Ele lembrou que o Mercosul continua negociando outros acordos com a Coreia do Sul, Singapura e Canadá, entre outros.

Acordo - O acordo vinha sendo negociado há dois anos e ganhou um novo impulso com a política de abertura comercial da atual equipe econômica, com o apoio, principalmente, do presidente argentino, Maurício Macri. Também contribuiu o fato de o Mercosul ter fechado, em junho, um entendimento com a União Europeia.

Segundo o Estadão/Broadcast apurou, os termos negociados com o Efta seguem os que constam no acordo com o bloco europeu, incluindo medidas para desenvolvimento sustentável.

Além de bens básicos, a indústria brasileira em setores como químicos orgânicos, vestuário, calçados, produtos de cerâmica e madeira também será beneficiada.

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