Novo chefe do FMI elogia o Brasil e critica déficit dos EUA

O novo diretor gerente do FMI, o espanhol Rodrigo Rato, disse hoje que as perspectivas de crescimento da economia do Brasil são "cada vez mais fortes" e culpou o elevado déficit orçamentário do governo norte-americano como "a fonte primária" da recente turbulência nos mercados financeiros de todo o mundo. "Eu gostaria que os EUA reduzissem seu déficit, que tem sido a fonte primária da turbulência econômica", disse em Washington, na primeira entrevista coletiva após ser confirmado no cargo.Para ele, há uma "reação exagerada" à expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos. "Não estamos frente a uma abrupta mudança na política monetária, mas diante de uma evolução para uma posição mais neutra", disse. Rato, que assumirá em junho, reconheceu também que a alta do petróleo afetou os mercados. Ele elogiou a decisão da Arábia Saudita de aumentar a produção de petróleo e que isso será um fator estabilizador. Sobre o Brasil, Rodrigo Rato disse que "o programa do Fundo está evoluindo de uma maneira positiva". Ele destacou que uma prova de que o Brasil vai bem é a não renovação do acordo que vence no final deste ano. "Isto deixa claro que Brasil alcançou uma posição sólida na comunidade financeira internacional". Rato disse que o crescimento do Brasil possibilitará ao "governo prosseguir nas reformas estruturais da economia e também no aspecto social".

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