Toru Yamanaka/ AFP
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Novo comandante da Boeing, David Calhoun é um veterano de crise

Entre outras coisas, tornou-se presidente do conselho da Caterpillar logo depois que agentes federais invadiram a sede da empresa em março de 2017e chefiou uma divisão da General Electric que incluía motores de avião após os ataques de 11 de setembro

Redação, Reuters

24 de dezembro de 2019 | 11h47

A Boeing está colocando seu futuro nas mãos de um veterano do segmento industrial, que liderou várias empresas em crise, tendo começado sua carreira na fabricante de motores General Electric e passado uma década no conselho da maior fabricante de aviões do mundo.  David Calhoun, de 62 anos, recém-nomeado presidente executivo da Boeing, assumiu a presidência do conselho da companhia há dois meses, em meio à crise que abalou a empresa após dois acidentes fatais que levarem à suspensão do 737 MAX.

Mas essa não foi sua primeira experiência com uma turbulência corporativa. Calhoun tornou-se presidente do conselho da Caterpillar logo depois que agentes federais invadiram a sede da empresa em março de 2017, chefiou uma divisão da General Electric que incluía motores de avião após os ataques de 11 de setembro e liderou o esforço da empresa de pesquisa de mídia Nielsen na abertura de seu capital.

Ele também é executivo de longa data do grupo de private equity Blackstone. “Depois de vê-lo administrar os negócios de aviação da GE após o 11 de setembro, sei que ele pode desempenhar sob pressão”, disse o ex-presidente-executivo da GE, Jeff Immelt, à Reuters por email, quando questionado sobre Calhoun, acrescentando que ele restauraria a confiança dos clientes na Boeing.

Calhoun, que coescreveu um livro sobre negócios, How Companies Win (Como companhias vencem, em tradução livre), diz que ser sincero faz parte da liderança, uma abordagem que muitos críticos dizem estar ausente da atitude inicialmente vigiada da Boeing às preocupações com o 737 MAX.

“No segundo em que você entra no escritório até o segundo em que sai, toda interação é julgada”, disse Calhoun em um vídeo divulgado em 2014 pelo Instituto de Gerenciamento Jack Welch. “Você tenta esconder qualquer coisa de todo mundo e acho que sua linguagem corporal se torna perfeitamente aparente.”

Habilidade nos bastidores

No entanto, em seu curto período como presidente da Boeing, Calhoun mostrou sua capacidade de trabalhar discretamente nos bastidores, como visto pelo seu papel na saída de Kevin McAllister como presidente executivo do braço de fabricação de aviões da Boeing em outubro. A mudança foi silenciosa e rápida, prenunciando a queda de Dennis Muilenburg no fim de semana passado.

Alguns especialistas viram McAllister - outro veterano da GE - como um bode expiatório para a crise do MAX. Outros dizem que ele pagou o preço por distrações, incluindo fissuras amplamente divulgadas nos jatos 737NG mais antigos da empresa, que pegaram a diretoria desprevenida.

O 737 MAX não foi afetado pelo problema de fissuras. O acerto de contas ocorreu em um jantar informal do conselho no Texas, liderado por Calhoun no final de outubro. Quando os diretores terminaram uma cúpula de dois dias um dia depois, Calhoun e Muilenburg afastaram McAllister e disseram que ele estava fora, afirmaram duas pessoas informadas sobre a reunião.

 

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