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Novo comando quer melhorar o serviço e a operação da TAM

Segundo Barioni, crescimento de 35% nos últimos quatro anos comprometeu a qualidade

Mariana Barbosa, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2007 | 00h00

O novo presidente da TAM, comandante David Barioni Neto, afirmou ontem que sua gestão será pautada por três objetivos: ampliar a excelência de serviços, ampliar a excelência operacional e ampliar a excelência de gestão da companhia. "A estratégia não muda, ela se amplifica", disse o executivo, que até três meses atrás era vice-presidente de operações da concorrente Gol, empresa que ajudou a fundar em 2001.Com a naturalidade de quem parece estar simplesmente trocando uma gravata laranja por uma vermelha, Barioni defendeu o atual modelo de negócios da TAM, ainda que tenha reconhecido que a qualidade do serviço da empresa já não é mais a mesma. "A companhia cresceu 35% nos últimos quatro anos. É bastante difícil conseguir manter o serviço intocado", disse o executivo, em sua primeira entrevista após assumir o cargo, na quarta-feira.Em um claro recado a analistas de mercado que possam, eventualmente, ter algum receio de ver um piloto, e não um executivo tradicional, à frente de uma companhia aérea, Barioni garantiu que fará uma gestão de resultados. "A gestão tem de ser eficiente, temos de dar resultado. Isso não conflita de forma alguma com o objetivo de manter e ampliar a qualidade do serviço e a eficiência operacional."Na questão do serviço, Barioni afirmou que pretende melhorar o programa de milhagem e ampliar as opções para o passageiro dentro do modelo de bandas tarifárias adotado pela TAM. Hoje, o modelo de cinco bandas - que vai do "promo" ao "premium" - permite ao passageiro decidir se quer pagar mais e ter mais milhas e flexibilidade na troca do bilhete, por exemplo, ou se prefere pagar menos por um bilhete mais restrito. "Vamos ampliar esse serviço a la carte, incluindo mais opções para o passageiro", disse Barioni. "Essa ferramenta (bandas tarifárias) é ilimitada. Você pode cobrar mais ou menos para incluir ou não comida ou mesmo uma televisão portátil. Mas não usaremos a ferramenta necessariamente até o limite. Talvez o serviço de alimentação a bordo fique de fora. Tudo vai depender do que o mercado está disposto a pagar."Segundo Barioni, as bandas tarifárias são "o mais moderno modelo de gestão" existente hoje no setor aéreo, pois permitem atender às necessidades dos diferentes públicos dentro de um mesmo vôo. "Esse modelo é mais eficiente do que uma empresa com duas marcas, cada uma focada em um segmento", defendeu Barioni, com o cuidado de não citar nominalmente a Gol que, conjuntamente com a Varig, explora as duas pontas do mercado.Segundo Barioni, no ano que vem a TAM também vai anunciar sua entrada em uma grande aliança internacional. Hoje, a TAM possui diversos acordos bilaterais com empresas de diferentes alianças. "Temos de tomar essa decisão, precisamos de uma aliança forte."TRANSIÇÃOBarioni revelou que o namoro com a TAM começou a ficar sério a partir de maio. "Fui inicialmente contatado para ser vice-presidente de Operações, mas no meio das conversas surgiu a possibilidade de assumir o cargo de presidente." Ele diz que passou os últimos dois meses, aproximadamente, trabalhando na transição com o ex-presidente Marco Bologna, processo que se estenderá até dezembro.

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