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Novo compulsório da poupança não afeta crédito

A medida anunciada hoje pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que aumentou de 15% para 20% a alíquota do compulsório sobre depósitos em caderneta de poupança, não reduz o volume de recursos destinados ao financiamento imobiliário. Essa é opinião de analistas do setor, ouvidos pela reportagem da Agência Estado.O diretor da Brazilian Mortgages, Fábio Nogueira, explica que 65% dos recursos captados em caderneta de poupança são destinados ao financiamento imobiliário. Desse total, os bancos destinam 80% para as operações pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e 20% para a carteira hipotecária. "Ou seja, a cada R$ 100,00 captados em poupança, R$ 65,00 são usados pelos bancos na concessão de crédito imobiliário, sendo que R$ 52,00 para a linha SFH e R$ 13,00 para a carteira hipotecária", afirma.O que o aumento da alíquota do compulsório sobre depósitos em caderneta de poupança muda, de fato, são os recursos que os bancos podem usar livremente, seja para investimento em títulos do governo ou para a concessão de crédito. Com o aumento da alíquota de 15% para 20%, essa parcela do chamado "caixa livre" passa de 20% para 15%.Segundo o presidente do comitê executivo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Décio Tenerello, alguns bancos usavam esses recursos do "caixa livre" para conceder crédito na linha da carteira hipotecária. "Nesse caso, pode haver uma diminuição dos recursos", avalia. De qualquer forma, Hus Morgan, do BankBoston, destaca que a caderneta de poupança vem captando um volume maior de recursos desde a implantação da medida de marcação a mercado para os títulos que compõem a carteira dos fundos de investimento, o que acaba compensando o aumento da alíquota de compulsório. "Devido à possibilidade de oscilação das cotas nos fundos, alguns investidores optaram por investir em poupança. Em junho, a expectativa é de uma aumento de 3% na captação dos recursos. No Boston, esse aumento deve chegar a 5%", afirma.Nogueira avalia que a medida é eficaz no sentido de retirar liquidez do mercado, reduzindo a capacidade dos bancos de aumentar a compra de dólares. "Isso contribui para um comportamento mais estável nas cotações da moeda norte-americana, ao mesmo tempo que não prejudica o mercado imobiliário", destaca o diretor da Brazilian Mortgages. De imediato, segundo ele, há um enxugamento em torno de R$ 6 bilhões, dado que o volume total depositado em caderneta de poupança é de aproximadamente R$ 122 bilhões.Veja mais informações sobre o crédito imobiliário nos links abaixo.

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