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Novo dado reforça perigo de deflação na Alemanha

Um novo dado reforçou as evidências de que a Alemanha está próxima de um período de deflação e deve intensificar ainda mais as pressões para que o Banco Central Europeu alivie a política monetária para a zona do euro em seu encontro no dia 5 de junho. Dados ainda preliminares do Escritório Federal de Estatísticas mostraram que os preços aos consumidores caíram 0,2% no mês, em maio, e subiram 0,7%, ante maio de 2002, a menor alta anualizada desde outubro de 1999. O CPI preliminar é elaborado na compilação de dados de seis dos 16 estados alemães. O dado final do CPI sairá em meados de junho. A queda dos preços foi mais forte do que a projetada por analistas, que previam CPI inalterado na comparação mensal e alta de 0,9% no ano. No fim de semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) incluiu a Alemanha no bloco de países com riscos altos de deflação. A inclusão provocou críticas por parte de membros da equipe econômica do governo alemão. Desde o crescimento respeitável de 3% em 2000, a economia da Alemanha praticamente estagnou-se, ficando no limiar de uma recessão. Desde o final de 2000, a taxa de desemprego vêm crescendo e atingiu um contingente de 4,5 milhões de pessoas no mês passado, o nível mais elevado desde a reunificação das duas Alemanhas há uma década. O número de empresas que têm entrado em concordata vêm crescendo, assim como os gastos com a rede de benefícios sociais para minimizar o impacto desse quadro de economia fraca. Sem a possibilidade de reduzir juros - uma vez que eles são estabelecidos pelo BCE - e também sem condições de flexibilizar sua política fiscal, constrita pelas regras de estabilidade e crescimento da zona do euro, a Alemanha está em xeque. As informações são da Dow Jones e da revista The Economist.

Agencia Estado,

23 de maio de 2003 | 13h21

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